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Hoje é segunda-feira, 31 de março de 2025

Mariana abre a temporada 2025 de Mountain Bike

Primeira das quatro etapas do ano da Maratona Internacional Chaoyang Estrada Real aconteceu de 07 a 09 de março na Primaz de Minas

Competidores da prova de mountain bike, logo após a largada na Praça Minas Gerais
Competidores da prova de maratona (XCM), logo após a largada na Praça Minas Gerais – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Depois de três anos de ausência, Mariana voltou a sediar uma etapa da Maratona Internacional Chaoyang Estrada Real, abrindo a temporada de competições de mountain bike da Union Cycliste Internationale (UCI) no Brasil, com pontuação válida também para os rankings brasileiro e mineiro, com provas realizadas de sexta (07) a domingo (09) da última semana. Como esperado, o evento movimentou a cidade, em especial a região central, uma vez que as provas de “short track” (XCC) e “Cross Country Olímpico” (XCO) foram disputadas em circuitos localizados na região central da cidade. No domingo, um erro da organização, reconhecido publicamente por Felipe Avelar, CEO da Avelar Sports, obrigou à realização de dois pódios na categoria elite da prova de maratona (XCM).

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Antecedentes e preparativos para o evento inaugural de mountain bike

Toda a estrutura de largada/chegada, apoio, transmissão e área comercial (alimentação, bebidas e lojas especializadas) foi montada na Praça Minas Gerais, para o evento de mountain bike
Toda a estrutura de largada/chegada, apoio, transmissão e área comercial (alimentação, bebidas e lojas especializadas) foi montada na Praça Minas Gerais – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Eu fui atleta de mountain bike, né? Já corri bike enduro, em Mariana, há 20 e tantos anos atrás. Eu senti uma necessidade, uma carência em alcance de mídia do esporte, e, ao longo dos anos a gente foi construindo, a gente se estabilizou e começou a crescer muito em corrida de rua, no início. Mas depois acabou migrando e desenvolvendo esse formato ‘pra’ tentar desenvolver o esporte”, informou à Agência Primaz o CEO da Avelar Sports, Felipe Avelar, em entrevista na manhã da sexta-feira (07), no caminhão dotado de sofisticada aparelhagem para a transmissão das provas, estacionado ao lado do prédio da Casa de Câmara e Cadeira, na Praça Minas Gerais.

No bate-papo descontraído, Avelar fez uma retrospectiva da realização do evento, apresentando uma explicação para a ausência nos dois anos anteriores. “Nós começamos a fazer evento do ranking mundial em 2017 e, em Mariana, a primeira prova foi em 2018. Depois fizemos 2019, 2021 e 2022, mas a gente acabou saindo por conta daquele período político conturbado”, explicou o promotor do evento, referindo-se à constante troca de prefeitos que ocorreu em Mariana.

Felipe Avelar destacou que a eleição de Juliano Duarte (PSB), seu conhecido desde 2018, quando ainda era vereador, e depois como prefeito interino, facilitou o retorno a Mariana, além de sua vontade pessoal, por causa do apelo turístico e visual da cidade. “E a gente tem essa relação de estar em cidades que são um conjunto de situações, ‘tá’ certo? Localização, estética e rede hoteleira são alguns fatores que a gente conta. Pista, circuito e internet, esses pontos ‘pra’ gente são extremamente importantes. Hoje tem proposta ‘pra’ fazer 10 etapas por ano, mas além da relação política com o prefeito, com o time, com a equipe da Prefeitura, porque o nosso negócio tem uma estrutura muito profissional. Se a gente não tiver isso em conjunto, eu reduzo muito o nosso alcance”, destacou.

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1º dia de provas de mountain bike na etapa de Mariana

A Maratona Internacional Chaoyang Estrada Real, na realidade, é um conjunto de mais três eventos a serem realizados este ano, além de Mariana, nas cidades mineiras de Ouro Branco (maio), Itabirito (julho) e Arcos (setembro). Além disso, cada etapa é composta por três tipos de competição, entre as várias que existem na modalidade mountain bike.

O primeiro dia de competições em Mariana foi marcado pela realização de sete baterias da prova XCC (short track cross country), que, segundo Avelar, “foi criada para facilitar as transmissões ao vivo, sendo um projeto para dar alcance e visibilidade, que é o que faz muita diferença no esporte, que aqui [em Mariana] é um circuito de rua, com provas na sexta-feira” (07).

Diferentes categorias foram agrupadas nas cinco primeiras baterias, ficando as três últimas para E-bike (bicicletas com motor elétrico), e as elites feminina e masculina, disputadas em um circuito com largada na Praça Minas Gerais, seguindo por um quarteirão na Rua Dom Silvério, em subida leve; descida forte pela Rua Silva Jardim, evoluções rápidas e com sucessivas curvas dentro do Jardim (Praça Gomes Freire) e subida íngreme da Travessa são Francisco, fechando o percurso no mesmo ponto de largada, com duração de 20 minutos mais uma volta, para atletas de elite, e 15 minutos e mais uma volta, nas demais provas.

Mesmo com parte plana, dentro do Jardim, circuito da prova de XCC foi considerado extremamente técnico
Mesmo com parte plana, dentro do Jardim, circuito da prova de XCC foi considerado extremamente técnico – Foto: Gustavo Batista/Agência Primaz

Mas, já na quarta prova de XCC, envolvendo as categorias masculinas Sub-30, e Master A1, a2, B1 e B2, as disputas se tornaram emocionantes, com um pesado duelo entre Thales Machado (Castro Alves, BA) e Vinícius Lacerda (Lagoa da Prata, MG), que se alternaram na liderança da prova, até que o atleta baiano conseguiu se impor, e terminar a prova completando 10 voltas em 16:30.327, abrindo uma distância de quase 34 segundos em relação ao ciclista mineiro.

Prova de XCC sub-30 proporcionou excelente duelo no primeiro dia de provas de mountain bike, em Mariana
Thales Machado (nº 101), liderando a prova de XCC da categoria sub-30 masculina, já colocando uma volta de vantagem sobre um competidor na descida da Rua Silva Jardim – Foto: Gustavo Batista/Agência Primaz

Competindo há 6 anos pela seleção castro-alvense, Thales Machado afirmou que foi complicado superar o segundo colocado, que é referência desde que disputava as provas de mountain bike como profissional. “Ele era um atleta profissional, a gente sempre se espelhou nele, pelo atleta que ele é, pela humildade dele. Foi uma grande satisfação disputar ali, lado a lado, batendo o guidom com ele. Fico extremamente feliz, agradeço a Deus, primeiramente, pela vitória, e é muito gratificante disputar com um atleta que é referência nacional”, declarou Thales.

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Show na E-bike

DEntro da programação do evento de mountain bike, também teve lugar para a prova XCC disputada com E-bike
Vencedor da prova E-bike, Luiz Eduardo Ferreira deu um show de velocidade superando competidores na faixa etária mais baixa da categoria – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

O segundo show da tarde de sexta-feira (07) foi de Luiz Eduardo Ferreira, natural de Itajubá (MG), mas residente em Pirassununga (SP), praticante de mountain bike desde os 15 anos, completou sua segunda prova com resultados muito positivos. “Hoje estou com 40 anos e, nos últimos 10, eu faço parte do time Squadra Oggi profissional e sou gestor da equipe também. Eu corro na categoria Master, é a minha segunda prova de E-bike, e esse ano está sendo incrível”, declarou à Agência Primaz ao fim da prova, comemorando o desempenho que resultou em colocar uma volta em todos os adversários, exceto o segundo colocado, Henrique Martins Fonseca, de Ouro Branco (MG).

Com tempo total de 13 minutos e 32 segundos, completando 10 voltas, Luiz Ferreira fez questão de ressaltar que, ao contrário do que muita gente pensa, a e-bike não é responsável por toda a força feita na prova, sendo necessário muito treino e preparo físico.

A E-bike não faz nada sozinha. É claro que, com equipamento bom, faz muita diferença. Porém, eu treino também, sou uma pessoa leve, e meu equipamento. É uma bike de carbono, motorizada, mas leve, e isso faz toda a diferença. Não é só ter uma E-bike e querer competir também. Você tem que treinar também. Ela vai te ajudar, mas ela não vai fazer milagre não”, explicou.

Elite masculina e feminina

Como não podia deixar de ser, já no final da tarde de sexta-feira, as atenções voltaram-se para as provas das categorias de elite, tanto masculina quanto feminina, programadas para 20 minutos mais uma volta.

Primeira prova aqui no Brasil, nesse início de temporada, é sempre uma grande surpresa, assim um misto de emoções, saber como que a gente vai iniciar a temporada. Então, sempre iniciar a temporada aí com o pé direito é uma energia positiva para nós atletas. Eu fico aí muito feliz e satisfeito em saber que o meu trabalho vem dando certo, e ainda mais animado pelas próximas provas e tentar entregar sempre o meu melhor dentro das pistas”, declarou Gustavo à reportagem da Agência Primaz.

Momento da chegada de Gustavo Xavier na prova de XCC Elite masculina,no primeiro dia de provas de mountain bike, em Mariana
Momento da chegada de Gustavo Xavier na prova de XCC Elite masculina – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Integrante da equipe Specialized Racing Brasil e oriundo de Piedade (SP), Gustavo travou um duelo emocionante com o baiano Ulan Galinski nas últimas voltas, mas até certo ponto da prova teve a companhia de pelo menos mais seis atletas que formaram um pelotão destacado entre os quase 30 competidores.

Eu iniciei a prova tentando perseguir os atletas na sexta, sétima roda, e fui vendo como estava o ritmo, que começou muito forte, o pessoal todo muito ativo, todos buscando posições. Com aproximadamente seis, sete minutos de prova, eu fui para a frente do pelotão, puxei ali cerca de três, quatro voltas, num ritmo bem intenso, quando selecionou o grupo de quatro cinco atletas”, explicou Gustavo referindo-se à estratégia que adotou na primeira metade da prova.

Na parte final, segundo Gustavo, a estratégia foi se recolher, observar o comportamento dos adversários e poupar forças para a fase final. “Esperei o momento certo, que era o momento quando o Ulan ia lançar o ataque. E foi exatamente o que aconteceu, faltando três voltas para o final. Ele lançou um ataque bem duro, José Gabriel [3º colocado] acabou sobrando, eu fui atrás do Ulan e, no momento oportuno, na última volta, consegui passar e cheguei aí para a vitória como campeão”, comemorou.

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Karen Olímpio venceu a XCC Elite Feminina com relativa facilidade
Karen Olímpio venceu a XCC Elite Feminina com relativa facilidade – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Na prova feminina, Karen Olímpio se impôs sobre Raiza Goulão já na segunda volta, terminando a prova com 21:28.747, quase 12 segundos à frente da 2ª colocada.

Competindo em casa, Liege Walter sofreu uma queda e ficou com a 9ª colocação, em uma prova que não é sua especialidade.

Prova de XCO no segundo dia do mountain bike

Percurso do XCO foi composto por trecho urbano, também utilizado pelo XCC e circuito de montanha, típico de mountain bike, implantado nas proximidades do Cruzeiro
Percurso do XCO foi composto por trecho urbano, também utilizado pelo XCC e circuito de montanha, implantado nas proximidades do Parque do Cruzeiro – Foto: ASCOM/Prefeitura de Mariana

O circuito da prova de Cross Country Olímpico (XCO), disputada no sábado (08), foi estabelecido a partir do percurso da prova do dia anterior (XCC), mas anexando a ele um novo trecho de rua e um percurso típico do tipo de prova, com a inclusão de uma construída na encosta da montanha localizada na região leste de Mariana, nas proximidades do Parque do Cruzeiro, totalizando aproximadamente 3,4km.

Na XCC a prova tem duração diferente, em termos do número de voltas, para cada categoria. Na elite masculina foram nove voltas, completadas pelo vencedor, Ulan Galinski, em pouco mais de 1 hora e 27min, superando Alex Malacarne, Jhonnatan Botero e José Gabriel, respectivamente 2º, 3º e 4º colocado, além de deixar o rival Gustavo Xavier, vencedor da XCC, em 5º lugar.

Liege Walter melhorou seu desempenho no sábado, conseguindo a 6ª posição na Elite Feminina
Liege Walter melhorou seu desempenho no sábado, conseguindo a 6ª posição na Elite Feminina – Foto: ASCOM/Prefeitura de Mariana

Na Elite Feminina, mais um show de Karen Olímpio, e mais um duelo acirrado com Raiza Goulão. A atleta de Caxambu completou as sete voltas em 1 hora e 24 minutos, terminando a prova 1 minuto e 50 segundos à frente da rival de Pirenópolis (GO).

“Eu consegui colocar mais potência na bicicleta, consegui desenvolver mais [em relação à prova de XCC] Foi o percurso que eu tinha treinado bastante durante semanas e semanas, enquanto ele estava sendo construído. E deu bom, mas eu cheguei muito cansada”, revelou Liege Walter à Agência Primaz, aparentemente satisfeita com a 6ª colocação obtida.

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Fechamento do mountain bike com a prova XCM

No último dia do evento de mountain bike em Mariana aconteceu o fechamento com chave de ouro, com a realização das provas de maratona, nos circuitos completo e reduzido, respectivamente com 69km e 41km, incluídos os trechos de deslocamento na largada e depois da chegada cronometrada.

A largada aconteceu às 9h30, na Praça Minas Gerais, com o deslocamento de cerca de mil atletas até o ponto de início de cronometragem, para percorrerem os percursos com ganhos de elevação de 2.209m (percurso completo) e 1.205m (percurso reduzido). No decorrer da prova, entre a largada e a chegada, a Praça Minas foi palco da 40ª edição da Corrida da Ressaca, promovida pela Prefeitura de Mariana, e a Corrida Kids, integrando a programação oficial da Maratona Internacional Chaoyang Estrada Real.

Um público razoável acompanhou a largada da prova de maratona do evento de mountain bike
Um público razoável acompanhou a largada da prova de maratona do evento de mountain bike – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

No decorrer da prova já vinha sendo possível perceber uma certa tensão no ar, com intensa movimentação de membros da organização, indicando ter ocorrido algum problema. Entretanto, a reportagem da Agência Primaz foi informada que se tratava de uma questão apenas de sinalização do percurso, sem nenhuma intercorrência de acidente ou outra questão mais grave.

Somente depois de verificadas as primeiras chegadas de atletas da elite masculina é que começaram a circular rumores de que teria havido um problema com um grupo de atletas que teriam sido induzidos ao erro de percurso, no circuito completo, uns finalizando a prova com distância percorrida inferior à estabelecida, enquanto outros, avisados do equívoco, terminaram a prova com mais de 69km percorridos, porque voltaram ao ponto do erro e seguiram o restante do percurso correto.

O problema atrasou consideravelmente a cerimônia de premiação, tendo sido realizadas várias discussões entre atletas e membros da organização da prova, capitaneados por Felipe Avelar.

Antes do início da apresentação dos pódios, Felipe Avelar deu um depoimento público, explicando o que havia motivado o erro de percurso. “Era um ponto, talvez o único lugar que precisava de staff de verdade, porque não dava para ver a entrada da trilha. E nós enviamos uma pessoa da nossa equipe para lá, de confiança nossa, com a minha moto particular. E ele errou, fez confusão e ficou em outro lugar”, reconheceu o organizador.

Em função disso, apresentando profunda lamentação pelo erro e pedindo desculpas aos participantes da prova, a decisão da organização foi instituir dois pódios na categoria elite masculina: um com o resultado exato da cronometragem no circuito completo e outro com a ordem de chegada dos oito que erraram o percurso, mas finalizaram a prova pelo circuito reduzido.

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Gustavo Medeiros foi o primeiro entre os que finalizaram a prova no circuito completo original – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz
Gustavo Medeiros foi o primeiro entre os que finalizaram a prova no circuito completo original – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Com 2 horas e 59 minutos, Gustavo Medeiros, de Catanduva (SP), integrante da elite masculina sub-23, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada no circuito completo, sem erro de percurso. Entretanto, oito atletas, todos do topo da elite profissional, finalizaram a prova com tempos entre 1 hora e 07 minutos e 1 hora e 14 minutos, percorrendo, porém, um circuito menos extenso que o completo originalmente estabelecido pela organização da prova de mountain bike.

“Foi dada a largada e os 15 primeiros se despontaram, eles ganharam na perna, e eu fiquei para trás. No fim, oito continuaram errados e fizeram o percurso com 1 hora e 20. O problema foi os que voltaram e fizeram o caminho certo. Eles passaram todo mundo que fez o caminho certo, mas eles rodaram 10 km a mais. Eles rodaram 5 subindo e 5 descendo”, explicou Gustavo.

Mesmo ficando na 9ª posição geral, Gustavo Medeiros considerou que não podia renunciar a um pódio, mesmo duplicado, mas reconheceu que, em condições normais, não teria como superar os outros oito. “No pódio da elite principal, a elite que fez a prova no percurso completo, eu fiquei em primeiro porque eu não errei. Mas quero deixar bem claro que os caras são melhores que eu. Eles rodaram a mais e passaram todo mundo, só não me passaram. Mas eu sei, deixo bem claro, que na perna eles que ganham. Não é mérito meu. Minha sorte é que eu não errei”, finalizou Gustavo Medeiros.

Já o outro pódio teve Luiz Honório (Itabirito/MG) no posto mais alto, seguido por Nicolas Romão (Patrocínio/MG) e Diogo Castro (Lavras/MG).

Melhor desempenho da marianense Liege Walter foi o 5º lugar na maratona, percurso completo, prova mais tradicional do mountain bike
Melhor desempenho da marianense Liege Walter foi o 5º lugar na maratona, percurso completo – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Eu cheguei muito cansada ontem [sábado], foi difícil recuperar para hoje. E na largada eu já vi que eu paguei o preço do sábado, mas fui mantendo e com muita dificuldade consegui completar hoje. No início deu uma apagada, parei no apoio, comi, repus o carboidrato, liguei a bateria de novo e consegui finalizar. Busquei algumas colocações que eu tinha perdido, mas as primeiras não deu ‘pra’ alcançar. Mas deu ‘pra’ recuperar bastante tempo perdido”, resumiu Liege Walter, no domingo, sua participação na prova XCM.

Somadas as pontuações nos três dias de prova, Liege totalizou 28 pontos, ficando em 6º lugar no ranking da elite feminina. A primeira colocação, com a pontuação máxima do evento (20 por dia), é de Karen Olímpio, seguida por Raiza Goulão e Iara Leite, respectivamente com 34 e 33 pontos.

“Eu acho um privilégio, porque é uma oportunidade de ficar perto de alguém excelente em tudo que faz. É a melhor atleta que tem aqui no Brasil, na minha opinião, até nível internacional. É campeã panamericana de maratona, é uma referência para todos nós. Competindo junto com ela a gente tem uma noção do tanto que a gente tem que treinar ainda para alcançar”, afirmou Liege, referindo-se à tricampeão da Maratona Internacional Chaoyang Estrada Real.

Próximas etapas de provas de mountain bike

A Avelar Sports vai realizar mais três etapas da Maratona Internacional Chaoyang Estrada Real em Ouro Branco (maio), Itabirito (julho) e arcos (setembro). O 3º lote de inscrições para a próxima prova, de 16 a 18 de maio, em Ouro Branco, está disponível até 15 de abril, havendo a possibilidade de abertura de um lote extra, de 16 a 30 de abril, caso ainda restem vagas.

Foto de Luiz Loureiro
Luiz Loureiro é jornalista graduado pela UFOP, fundador, sócio proprietário e editor chefe da Agência Primaz de Comunicação.
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