Mariana (MG), 18 de junho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Casa Lar Estrela é a 1ª instituição social de Mariana a tentar o selo ODS Brasil

Casa Lar Estrela está em processo de conquistar o selo Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que certifica instituições que seguem os critérios da Organização das Nações Unidas (ONU) estabelecidos pela Agenda 2030

O projeto social Casa Lar Estrela está desde fevereiro em processo para conquistar o Selo ODS Brasil, uma certificação para instituições que cumprem a Agenda de 2030 da ONU. Esse selo trará a credibilidade que o projeto precisa para dar continuidade aos seus 29 anos de acolhimento e proteção social às crianças e adolescentes de Mariana.

Selo ODS

Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que a Casa Lar Estrela visa cumprir todos os dias - Arte: ONU

Criados em 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são metas estabelecidas para todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030.

Essa Agenda junta, além dos 17 ODS, 169 metas globais para serem alcançadas por todos os estados que compõem a ONU, até 2030, visa um futuro mais sustentável e promissor para todos.

Os objetivos variam desde a erradicação da pobreza até a melhoria da qualidade de vida na água e na terra. O selo, então, é concedido a instituições públicas ou privadas com qualquer idade que tenham um comprometimento em cumprir os ODS em seu funcionamento diário e tenham se inscrito no último edital vigente.

“O selo ODS alavanca a gente e nos coloca em outro patamar. De reconhecimento, de estrutura de trabalho, de responsabilidade social,  de responsabilidade com o meio ambiente.”

Cristina Pereira, diretora da Casa Lar Estrela

Saiba mais em https://www.seloodsbrasil.com.br/edital-2026.

“Casa Estrela, um lar onde todos podem brilhar!”

Cristina Pereira, diretora da Casa Lar Estrela explicou que as oficinas nascem por demanda do que as crianças precisam ou se interessam no momento. Esse foi o caso da oficina de esculturas de papelão, iniciativa de Luana Brunely, oficineira de hip-hop. 

Após a oficina, as crianças não pararam de pedir para criar mais obras de arte. “Tem surtido efeito. A criança faz o papelão aqui e quer fazer em casa, quer dizer, a gente está tirando das redes sociais, a gente tá fazendo ver outras possibilidades [de lazer]”, completa Cristina.

Nessa atividade as crianças deixam a criatividade fluir para criar o que quiserem e ainda aprendem sobre a importância da reciclagem para um mundo mais sustentável. “Fizeram uma mão mecânica, é incrível, todas as dobrinhas mexem” celebra a diretora.

Casa Lar Estrela versão miniatura produzida por uma das crianças do projeto. “A gente trabalha com o ser humano”, reforça Cristina - Foto: Gisele Santoli/Agência Primaz

Leitura em capa dura

Outro projeto em desenvolvimento pela equipe da Casa Lar Estrela é a oficina de criação de livros. Cada uma das 22 crianças que participam da oficina de leitura estão em processo de criação e ilustração das histórias para criarem seus próprios livros.

Cristina comenta que uma das crianças fala sobre sua relação com o cabelo crespo e atualmente desenvolve uma obra nomeada de “O cabelo crespo, terror do xampu”. Para a diretora, a chegada de determinadas temáticas ajudam a entender as demandas das crianças e auxiliam os oficineiros a trabalhar ressignificações junto das crianças. “As oficinas trouxeram muito esse olhar, o cabelo é coroa!”, explica.

O fim da oficina de criação de livros prevê uma noite de autógrafos para contemplar o esforço de cada um dos escritores que ganharão o livro pronto, em capa dura e a sensação de trabalho cumprido.

“Ele saiu mais cedo da oficina de informática e veio aqui para completar sua história”, Dirlene, oficineira de leitura - Foto: Gisele Santoli/Agência Primaz

O Meu Rolê

Dentro das oficinas oferecidas, o projeto criou também a opção “O Meu Rolê”, algo que Cristina diz brilhar os olhos dos representantes do Selo ODS. “O Meu Rolê” é levar as crianças para além dos muros da casa que abriga as atividades, seja para visitar museus, exposições ou até mesmo ler juntos ao ar livre. “O que fazemos fora da instituição é ocupar o espaço de forma única, é O Meu Rolê”, completa.

Brunely está há 2 anos na Casa Lar Estrela desenvolvendo oficinas sobre hip-hop. - Foto: Gisele Santoli/Agência Primaz

Para ampliar os horizontes, principalmente dos adolescentes que frequentam a Casa, o próximo passo é fazer “O Meu Rolê” para apresentar profissões. Porém, Brunely, explica que para ocupar esses espaços da cidade, o projeto tem que ser feito com segurança, então dependem de transporte e de uma logística que demanda apoio financeiro, desafios que com o selo possam ter “um pontapé para virem reconhecer esse trabalho que demanda muito esforço”, conclui.

Casa Lar Estrela

A Casa Lar Estrela é uma instituição social que há 29 anos trabalha em prol da educação básica de crianças e adolescentes no contraturno do colégio. Atualmente atende 67 crianças, mas podem chegar a 100 desde que tenham demanda e interesse. Além disso, contam com voluntários, estagiários, ou contratados que oferecem as oficinas, dentre elas: letramento digital, dança de rua, conhecimento em hip-hop, incentivo a leitura e diversos esportes.

 

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