No último sábado, 4 de julho, “CABELUDA” estreou no Centro de Convenções em Ouro Preto. Com a casa cheia e um desfile de penteados, o público teve a oportunidade de assistir pela primeira vez o curta-metragem de Klevilaini, diretora, roteirista e atriz-protagonista.
O filme conta a história de uma adolescente com dúvidas sobre o penteado que usará no seu baile de formatura que está cada vez mais perto de acontecer.

Fayola estreia em seu próprio baile
O filme mostra a sensibilidade que uma menina negra tem ao mundo, por ser tão nova e lidar com os problemas de autoimagem que o racismo gera. Porém, a parte mais importante, é que a família de Fayola, a protagonista, traz referências para que isso a fortaleça e não a afete. “O curta traz esse espelho das famílias negras, de tentar criar um quilombo dentro de casa”, completa a diretora.
Quando se vive em comunidade, no entanto, as referências podem se expandir para fora de casa, como participar de eventos como essa estreia. A mobilização que o filme “CABELUDA” gerou, fez parecer que o baile de formatura de Fayola aconteceu no Centro de Convenções.
Cada presente fez questão de ir com o seu melhor penteado para aplaudir de pé o drama de Fayola e viver com ela a dúvida de como montar sua própria coroa.

Roda de conversa
Após a estreia, o evento contou com uma roda de conversa para troca de experiências do elenco com o público. Neste momento, Klevilaini fez questão de agradecer a cada um dos participantes que fizeram parte da realização e de quem veio a prestigiar nesse momento.
“Esse trabalho é de cada uma de vocês e sem vocês eu não teria conseguido nem metade”
Uma das participantes ressaltou o que para ela foi a parte mais marcante do filme, a frase que a mãe de Fayola repete para a protagonista: “O cabelo de uma mulher faz dela uma rainha”, uma das integrantes do elenco destacou a importância da evolução de estratégias e produtos que cuidam do cabelo e da auto-estima de meninas negras. "Que bom que hoje a gente tem tantas possibilidades pro nosso cabelo”.

Na ocasião, a roteirista leu um texto emocionante que escreveu durante a produção do filme, sobre ancestralidade, identidade, aceitação e o significado de sucesso.
“Nossos ancestrais assistem pelos nossos sonhos o que eles não puderam realizar. Antes de estarmos aqui, havia gente sonhando para além da própria dor. Esta conquista e cada uma de nossas conquistas é mais do que uma vitória. É a resposta de uma oração sagrada antiga e a continuidade de uma esperança. Os sonhos não envelhecem, apenas esperam outro corpo para continuar. E hoje estamos aqui e esse passo abre caminhos para quem ainda virá. Quero dizer, não só para vocês da equipe, mas para vocês que estão aí na plateia, que a gente não precisa ter pressa para brilhar. A gente só precisa ser quem somos e aí a gente vai brilhar muito. Obrigada por colocar o brilho de vocês nesse projeto e obrigada por abrilhantarem a noite de hoje.”

























Ficha técnica:
Direção:Channdller e Klevilaini
Roteiro: Klevilaini
Revisão: Mirian dos Santos
Produção: Nilkliver
Assist. de Produção: Luzia Nunes
Câmera e edição: Iasmin Ramalho
Áudio: Hugo Coelho
Assist. de áudio: Ana Bárbara
Música: Carla Sceno
Fotos: Amanda Gomes
Figurino: Channdller e Nicole Nativa
Maquiagem: Charolaine
Cabelo: Beatriz Luise, Charolaine e Julia Rocha
Consultora Financeira: Tayza Queiroz Xavier
Cenografia: Channdller, Luzia Gomes Nunes e Nilkliver
Catering: Nivea Rocha e Angela
Transporte: Alves AXV e Fellipe Santiago
Comunicação: MUVUKA
Atrizes: Ana Barbara, Ana Hungaro, Beatriz Luise, Bruno V, Flavia Lopes, Gabi Estarlino, Gustavo, Iodete Gomes, João Luis Resende, Klevilaini, Leila Santiago, Mari França, Maria Inez Pereira, Maria Júlia
Figurantes: Adelaide Leal, Alice, Aurea Martins, Carla Rejane, Charolaine, Diogo Pereira, Esther Silva, Gabi Augusta, Helena Gonçalves Rocha, Lais Amaral, Leandra Mariano, Luana Brunely, Luzia Gomes Nunes, Maria Eduarda Simão, Meyre Ashley, Stephany Leoncio, Tayza Queiroz Xavier, Viviane Silva, Vitória


