Mariana (MG), 21 de maio de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Dia das Mães: A sobrecarga das mães de crianças autistas

Segundo o Mapa do Autismo Brasil (MAB), 92,4% dos responsáveis pelos cuidados de crianças autistas são as mães

Elemento Central: Um laço de fita, símbolo clássico de apoio a causas, preenchido com um padrão de peças de quebra-cabeça. As peças são coloridas em tons vibrantes de azul, vermelho e amarelo. Fundo: O laço está cercado por várias peças de quebra-cabeça menores e esferas (como pequenas bolhas ou gotas) que parecem flutuar ao seu redor. Estilo Artístico: A imagem tem uma aparência de aquarela, com texturas suaves e variações de tons dentro de cada cor, o que confere um aspecto artesanal e acolhedor. Significado das Cores: As cores primárias (azul, amarelo e vermelho) são frequentemente usadas para representar a diversidade das pessoas e famílias que convivem com o transtorno. O quebra-cabeça simboliza a complexidade do espectro autista.

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas, segundo estimativas com base em dados do IBGE - Arte: Lui Pereira/Agência Primaz

O Mapa do Autismo Brasil (MAB) indica que 30% dos responsáveis pelo cuidado não estão inseridos no mercado de trabalho e não possuem outra forma de renda, diante disso, é possível observar como o trabalho de cuidado com as crianças autistas é integral, devido às suas atividades que necessitam de atenção, como as terapias intensivas.

As mães de filhos deficientes e neuro divergentes assumem o lugar do trabalho de cuidado que, na maioria dos casos, vem acompanhado de uma dedicação maior que a necessária, o que gera a sobrecarga. Fatores como a  falta de acessibilidade e empatia do próximo, a insegurança financeira e o caminho solitário ao cuidar dos filhos intensificam as suas rotinas.

Juliana Segalla é advogada e vice-presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas - Autistas Brasil e mãe de dois filhos autistas, na sua experiência, o que impacta a sua vivência é principalmente a necessidade de constantemente reafirmar o óbvio.

O problema são as barreiras socioambientais. O quanto a gente tem que lutar por direitos básicos, e ter que reafirmar todo tempo o essencial, aquilo que deveria ser óbvio e a gente precisa sempre ficar em estado de alerta, porque vira e mexe alguém quer retirar direitos dos nossos filhos.

Juliana Segalla, vice-presidente da Autistas Brasil


Quem cuida de quem cuida? 

Quando a mãe é sobrecarregada, em muitos casos, ela é o uber que leva os filhos para a terapia, a escola, prepara as refeições, limpa e organiza a casa e abdica do tempo destinado aos seus cuidados próprios. 

Essa mãe, muitas vezes não tem condição de ter o seu momento nem para a sua própria higiene, nem para ir ao banheiro, porque ela está sempre em estado de alerta, é 7 dias por semana, 24 horas por dia. As mães estão esgotadas, isso é fato, as mulheres estão esgotadas, mas as mães de crianças neuro divergentes e as mães de crianças com deficiência é muito mais, a sobrecarga é gigante.

Juliana Segalla


O que é o Autismo? 

Segundo a Autistas Brasil, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é “uma deficiência do desenvolvimento”, o que significa que ele impacta como uma pessoa se relaciona com o mundo. A condição não é uma doença, mas uma forma neurológica de funcionar. O “espectro” é utilizado devido às amplas especificidades que existem, das mais leves até as mais fortes.   

Para conhecer mais detalhes sobre a pesquisa, acesse o site do Mapa do Autismo, lá você consegue acessar dados detalhados sobre especificidades, limitações e um pouco mais sobre o universo dos autistas.

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Desde 2019, o município de Mariana desenvolve políticas públicas de cadastro, orientação e acessibilidade da população autista, medidas como o uso do cordão quebra-cabeças, filas e vagas preferenciais se somam às políticas de apoio de cuidadores e auxílio financeiro.

 

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