Mariana (MG), 19 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Em meio a embate político, Câmara de Mariana aprova crédito suplementar de R$ 22,8 milhões

Vereador Marcelo Macedo chama a casa de “puxadinho da prefeitura” e acusa governistas de submissão ao executivo municipal

Fotografia em plano médio e em ambiente interno de um homem de pele clara e meia-idade, identificado como o vereador Marcelo Macedo. Ele está sentado em uma cadeira de madeira esculpida, de costas para uma parede de tom avermelhado ou terracota. O homem tem cabelos curtos e grisalhos, usa óculos de grau com armação fina e possui um bigode espesso e grisalho. Ele veste uma jaqueta estilo puffer acolchoada na cor azul-marinho sobre uma blusa escura. Ele está levemente inclinado para a direita e fala ao microfone de haste flexível que está posicionado logo à sua frente. Seu braço direito está estendido para o lado esquerdo da imagem, com o dedo indicador apontando em uma direção, enquanto segura uma caneta esferográfica azul. No canto inferior esquerdo da imagem, em primeiro plano, há uma garrafa de água de plástico com tampa azul e, logo abaixo dela, um logotipo circular branco com o desenho de uma silhueta de prédio histórico e o texto escrito CÂMARA DE MARIANA. No canto inferior direito, há um pequeno ícone quadrado cinza quase imperceptível. A iluminação é difusa e vem de cima.

Vereador Marcelo Macedo critica submissão de governistas ao aprovar reunião extraordinária em detrimento de reunião agendada com empresários - Foto: Reprodução/CMM

Em reunião extraordinária realizada nesta sexta-feira (12), o plenário da Câmara Municipal de Mariana aprovou o Projeto de Lei nº 186/2026, que autoriza a abertura de crédito adicional suplementar no valor de até R$22.890.000,00. O recurso é destinado a diversas secretarias da Prefeitura Municipal e também para reforçar o orçamento do SAAE.

O projeto foi votado em regime de urgência, em discussão única, após receber parecer favorável das comissões de Finanças, Legislação e Justiça; Educação, Saúde e Assistência Social; e Viação e Obras Públicas. Segundo o parecer técnico, os recursos visam dotar as unidades orçamentárias de saldo suficiente para a continuidade de ações e metas previstas no planejamento governamental.

Embora o projeto tenha sido aprovado pela maioria, ele não contou com a unanimidade do plenário. O vereador Marcelo Macedo votou contra a proposta, justificando que possuía dúvidas técnicas e questionamentos que pretendia enviar formalmente ao Executivo por meio de requerimento, apesar de ter reconhecido a importância de outras pautas da reunião.

Vereador critica "manobras" e mudanças em editais

A 4ª Reunião Extraordinária foi marcada por um duro embate político antes mesmo do início das votações. O vereador Marcelo Macedo utilizou seu tempo de fala para denunciar o que chamou de "verdadeira confusão" na organização dos trabalhos legislativos, apontando que o edital de convocação da reunião foi alterado três vezes em um curto espaço de tempo.

Marcelo Macedo destacou que a primeira convocação previa seis projetos, a segunda incluiu mais três e a terceira alterou o horário das 8h para as 9h da manhã para cumprir o interstício legal de 24 horas. Para o parlamentar, essas mudanças repentinas prejudicam a imagem da Casa perante a população. "Lá fora, na rua, a credibilidade da Câmara está zero. As pessoas têm nos criticado muito", afirmou o vereador, acusando a instituição de agir como um "puxadinho da prefeitura" e de ser submissa ao governo.

O cancelamento da reunião com empresários

Outro ponto de forte indignação foi o cancelamento de uma reunião com empresários e a Associação Comercial (ACIAM), que já havia sido deliberada em plenário para discutir projetos tributários. A reunião foi suspensa por uma nota oficial da Câmara para dar prioridade à convocação extraordinária do prefeito. "Será que o pedido extraordinário do prefeito é mais importante do que ouvir os nossos empresários?", questionou Macedo.

O vereador classificou ainda os projetos de lei complementar (166, 167 e 168), que tratavam de alterações no Código Tributário e no ISSQN, como uma "pauta bomba" e parabenizou os vereadores da base de governo por terem pressionado o prefeito Juliano Duarte a retirar esses projetos de pauta no último minuto.

Em resposta, o vereador Fernando Sampaio justificou que a retirada foi um pedido da própria bancada governista para garantir o diálogo. Sobre as mudanças no edital, Sampaio explicou que ocorreram para corrigir erros técnicos detectados pela assessoria contábil em projetos do SAAE, o que exigiu a republicação da pauta para manter a legalidade do rito.

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