Mariana (MG), 20 de maio de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Falando de livros e de literatura

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Foto: Reprodução

Os textos publicados na seção “Colunistas” não refletem as posições da Agência Primaz de Comunicação, exceto quando indicados como “Editoriais”

Leia o texto (ou ouça o áudio) da coluna de Andreia Donadon Leal:

O poeta ficou escondendo (segredando) a sabedoria da mensagem e da versificação árcade nos escaninhos da memória. Bom que um dia “uns dias de versos” saem das gavetas e ganham encadernação, fragmentos que se soltam do passado, para se misturarem com o pulso que pulsa no presente. O poeta duvidoso de si se deixa convencido em perturbadores questionamentos: o que porventura faltaria; rima, métrica?

Esta coluna é diferente! Nosso objetivo é dar boas-vindas ao livro de poesia: UNS DIAS DE VERSOS, do Dr. Luiz Roberto, Neurologista, membro da ALACIB-MARIANA, SBPA e Poeta.

UNS DIAS DE VERSOS

Nesses entremeios, o estudioso do cérebro e das memórias se deixa soltar nos argumentos amorosos:

Tal qual os cheiros,

sonhos se encravam na memória! (Faz de conta)

E o poeta destemido, vigoroso, adolescente, empodera-se e se desmancha num erotismo suave e delicado:

Ao toque mágico que se desculpa.

À mordida leve (Desmantelo)

Que isso poeta? O homem singelo, que se deixa levar por gestos simples, um beijo na nuca:

As minhas dores são curadas por um beijo!

O analgésico definitivo do meu dia a dia:

O beijo na nuca! (Beijo na nuca)

O conjunto de poemas constitui um passeio pela vida, destacando o combustível que traz todas as energias para a propulsão dessa máquina chamada vida: o amor. Nada piegas, nada rotineiro, tudo com a sabedoria de quem bem conhece por dentro o funcionamento das memórias, dos afetos e dos desejos contidos e incontidos.

Para quem só conhecia o médico, para quem só conhecia o contador de histórias e estórias, oportunidade aberta para conhecer o poeta, sensível e sublime, com a prerrogativa de quem bebe do melhor licor da versificação: a lírica clássica dos árcades, a sabedoria filosófica da longevidade e a liberdade Moderna perseguida na contemporaneidade, a se permitir parlamentar, no sentido estrito de detentor de cargo eletivo no Parlamento, a atingir o apogeu na Tribuna, ao argumentar poeticamente pela CPI do tempo.

Se for preciso, o poeta vai fazer tudo de novo e rever o improviso. Parabéns, Luiz Roberto. A poesia ganha com sua genialidade discursiva, com suas aulas de vida, com suas reflexões amorosas, com suas saudades.

Nós nos deliciamos com seus versos, sentindo tocar em momentos que vivemos e iluminando compreensões que se nublavam diante de nossos olhos, nesse infinito universo construído segundo a segundo por amor. Compartilhamos com você, prezado leitor, essas nossas sensações divinais, advindas da leitura de “uns dias de versos” de Luiz Roberto. Imperdível!

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Andreia

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