FIES vai ter mais de 112 mil vagas novas em 2025
Total inclui as “sobras” do ano anterior, com metade reservada para baixa renda
Mais de 56 mil vagas são destinadas a candidatos inscritos no CadÚnico – Foto: José Cruz/Agência Brasil

Reserva de vagas do FIES
“A medida foi regulamentada pela Resolução CG-Fies nº 61/2024, publicada em 31 de dezembro pelo Comitê Gestor do Fundo de Financiamento Estudantil (CG-Fies)”, destacou MEC, em nota. A resolução, de acordo com o ministério, também antecipa a oferta de vagas semelhantes para o Fies para os anos de 2026 e 2027, conforme previsto no plano trienal.
Em 2024, a pasta lançou o Fies Social, que reserva 50% das vagas a candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo. A nova modalidade permite financiamento de até 100% dos encargos educacionais, além de reservar cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. No primeiro semestre de 2024, 39.419 estudantes migraram do Fies para o Fies Social.
Histórico do FIES

O FIES foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. O objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas aderentes ao programa e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, segundo o MEC, o Fies possibilita juros zero e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato. Dados do ministério mostram que, no primeiro semestre de 2024, 39.419 estudantes migraram dpara o FIES Social.
Mesmo tendo oferecido idêntico número de vagas, em 2024, o MEC preencheu menos de 40% das vagas, com desempenho inferior ao do ano anterior. Além da sobra de vagas, um grande problema do programa é a inadimplência, com parcelas atrasadas que totalizam mais de R$17 bilhões, mesmo com renegociação da dívida oferecida pelo governo, por meio do programa Desenrola FIES, que permite negociar as dívidas e teve a adesão de mais de 383 mil estudantes em 2024, recuperando quase R$ 800 milhões.
Mesmo com a baixa ocupação, de acordo com o MEC, os dados indicam que a demanda pelo programa ainda é relevante, estando em desenvolvimento estudos das áreas técnicas para estabelecer estratégias visando o enfrentamento dos desafios relacionados a questões como acesso às informações, bem como condições de oferta e elegibilidade, de modo a aumentar o percentual de ocupação.
Fonte: Agência Brasil

Luiz Loureiro
É jornalista graduado pela UFOP, fundador, sócio proprietário e editor chefe da Agência Primaz de Comunicação.








