Quando a alma transborda

O futebol ensina a viver, a ser alegre, a ter saúde e a conquistar. Com ele eu também aprendi. Chutei uma bola antes de dar um passo.

Atualizado em 06/02/2021 às 12:02, por Lucas Santos.

Foto: Reprodução

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Nas aulas assistidas, durante toda a minha vida escolar, aprendi que não é preciso estar em campo para viver de futebol. Conheci Armando, Mário, Nelson, Renato, Juca, Tino, Mauro, Paulo, André, Victor e muitos outros que ganham a vida com o futebol, mas de um outro jeito: escrevendo e contando histórias do que acontece durante as partidas.

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Essas pessoas me inspiraram e me deram esperança. O sol nasce para todos, mas se ele não brilha para você, “erga essa cabeça mete o pé e vai na fé, manda a tristeza embora, basta acreditar que um novo dia vai raiar e a sua hora vai chegar” – como canta o Revelação, grupo de pagode. E tem o rapper César MC, que, em uma de suas músicas, diz assim: “Deus escreve planos de paz, mas também nos dá a caneta”. Dessa forma eu refiz meus planos e descobri que, através do jornalismo, posso viver de futebol. A partir daí fiz dele a minha vida.

É legal perceber as voltas que a vida dá. Escrevi o trecho acima ao final da minha vida acadêmica, convicto de que viveria de jornalismo e principalmente de futebol. Certamente que ambos fazem parte da minha vida e vão fazer para sempre, porém atualmente eles compõem uma parte mínima da minha rotina. São as famosas voltas que a vida dá.

Olhar para trás e ler tudo isso agora, junto com a missão de preencher o papel é engraçado. Percebendo o caminho que foi percorrido estive sempre em mutação constante, primeiro o futebol, depois o jornalismo e hoje encontrei meu “art nouveau” no ser que move tudo isso, as pessoas.

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Eu reencontrei um velho conhecido, ao qual tive o primeiro contato assim que entrei na Universidade, quando fiz parte da Empresa Jr. Atuo hoje na área de Recursos Humanos e posso afirmar para vocês que é um prazer inenarrável ver a transformação de centenas de empresas através do comportamento das pessoas. Não escrevia há bastante tempo. Meu principal instrumento de trabalho, hoje, é a voz. Não deixa de ser comunicação, inclusive é, na verdade, a forma mais pura e objetiva de fazê-la.

Lavoisier estava coberto de razão quando escreveu que: “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma!”; Seja sempre você o agente de sua própria mudança, ser feliz é o que importa. Se reinvente e se reencontre. Observe e absorva. Porque quando os sentimentos não cabem no corpo, é quando a alma transborda. Essa é a certeza do sucesso.


Lucas Santos

Lucas Santos é jornalista graduado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)