Rock e solidariedade marcam os cinco anos da Cerveja Marianense
Com boa arrecadação de ítens de higiene e limpeza, evento na Arena Mariana celebrou a história da cervejaria com shows das bandas Gave, Retrowave e Lutz Pop Rock
Marcelo e Kátia receberam presentes da Banda Gave pelos 5 anos da cerveja - Foto: Lui Pereira/Agência Primaz
O último sábado (21), transformou a Arena Mariana em um cenário de celebração, música e união. A comemoração de cinco anos da Cerveja Marianense, revelou-se um verdadeiro festival de pertencimento da gastronomia e cultura local.
Nem mesmo a chuva fraquinha que caiu no período da noite foi capaz de esfriar o ânimo dos presentes; pelo contrário, o público permaneceu no local, aproveitando o evento, provando que o clima de festa era maior que qualquer imprevisto.
Um sonho que transbordou as torneiras
Para Marcelo Rocha, o mestre-cervejeiro que iniciou sua jornada em 2013, este evento foi o "primeiro grande aniversário" da marca. Marcelo que já havia comparado a trajetória da cervejaria à de um pai que, após anos de celebrações simples, finalmente consegue realizar uma festa maior para o filho, demonstrou animação durante o evento.

Ao lado dele, a esposa e sócia Kátia e os filhos, que acompanhavam tudo com orgulho. O filho mais velho, Miguel, também expressou sua admiração pela coragem do pai. "Tenho que agradecer ao meu pai por meter as caras e conseguir", disse o jovem, visivelmente orgulhoso da "empreitada" da Cerveja Marianense. Miguel, que cresceu junto com a cerveja, já têm experiência nas torneiras e assumiu o papel de servir os chopes aos presentes.
Para Kátia, o sentimento era de pura gratidão. "Isso aqui foi um sonho sonhado pelo Marcelo e acabou sendo idealizado pela nossa família", revelou ela, destacando que, apesar de ter sido uma trajetória "sofrida", ver o resultado final foi extremamente valoroso
Gave: o orgulho de ser "gaveteiro" no palco
A abertura musical ficou por conta da banda Gave, que iniciou os trabalhos logo cedo. Em conversa após o show, os integrantes ainda transbordavam adrenalina pela recepção. O nome da banda, como explicou o baterista Gabriel, é uma homenagem às raízes locais: "Gave vem de gaveteiros. Queríamos um nome que fizesse jus à cidade, pois temos orgulho de ser de Mariana".

Hoje foi um dia muito especial, né? Muito incrível porque estar participando da primeira comemoração de 5 anos da cervejaria, assim, foi maravilhoso. E só agradecer à Kátia e ao Marcelo também por esse convite incrível
A vocalista Júlia Reis e os demais integrantes fizeram questão de entregar um presente a Marcelo e Kátia no palco, como forma de agradecimento pela valorização das bandas locais. "Eles nos trataram quase como filhos, disponibilizaram tudo", destacou Gabriel, reforçando o sentimento de gratidão.
Retrowave: a trilha sonora retrô e a parceria de longa data
Na sequência, a Retrowave trouxe a nostalgia do rock internacional dos anos 80, 90 e 2000. Antes de subirem ao palco, o vocalista Marcos "Panda" e o baterista Tony “Batera” relembraram a parceria histórica com Marcelo, cultivada na Feira Noturna de Mariana.
O Marcelo é um parceiro nosso de muito tempo, né, assim, de feirinha. A gente já tocou lá, já trabalhamos juntos lá na feirinha. Ele é um cara que muito roqueiro, sempre incentivou a gente aí pra frente

Tony, que veio de Ouro Preto para integrar o grupo, reforçou o ambiente familiar do evento, onde todos os músicos são amigos de longa data. Ele ainda garantiu que a música favorita de Marcelo, "Eye of the Tiger", não poderia faltar, já que o cervejeiro é fã confesso do clássico.
Lutz pop rock: a "pedrada" final

Encerrando a noite sob a leve chuva que caía, a Lutz Pop Rock preparou o que o guitarrista Thiago Augusto chamou de "uma pedrada".
Tem muita coisa, tem uma linha do tempo do rock, né? Parte um pouquinho dos anos 80, tem coisa dos anos 90, 2000... A gente começa a primeira música nos anos 90 com Grunge, com o principal representante do Grunge ali, o Nirvana
Antes do show, a banda manteve a tradição de se reunir em oração nos bastidores, pedindo proteção e energia para a performance. A banda entregou um repertório animado, seguindo por uma linha do tempo que costurou o melhor do rock nacional e internacional, fazendo o público pular e curtir até o fim.
Com o coração tranquilo

A maior vitória do dia não foi medida apenas em litros de chope vendidos. "Meu coração se acalmou quando vi que cada vez mais tinha mais doação na portaria. Eu entendi que a gente conseguiu o que a gente queria: encher a caminhonete para ajudar as instituições", desabafou Marcelo, referindo-se aos produtos de higiene e limpeza arrecadados para o Lar Santa Maria e a Comunidade da Figueira.
Com cerca de 45 pessoas envolvidas na organização, o aniversário da Cerveja Marianense cumpriu sua promessa de ser um evento feito por pessoas da cidade para a comunidade. Se depender do sucesso deste último sábado, esta celebração está destinada a se tornar uma tradição anual no calendário da Primaz de Minas.
Confira mais fotos da festa:





















Lui Pereira
É jornalista, fotojornalista e contador de histórias. Um cronista do cotidiano marianense.







