Turismo esportivo: existe caminho além do Iron Biker em Mariana?

Atualizado em 02/12/2021 às 12:12, por Luiz Loureiro.

O conteúdo deste texto é de inteira responsabilidade dos autores

Nem todo mundo, mas a verdade é que não dá pra falar de turismo em Mariana sem antes falar de… bicicleta.

Caracterizado como sendo o evento que mais atrai turistas para a cidade, o Iron Biker, uma competição que chegou em 2021 na sua 28ª edição, é responsável por injetar milhões de reais anualmente na economia local em questão de poucos dias, fazendo com que (pelo menos em um fim de semana) Mariana se torne a capital do moutain bike.

Mas será que o Iron Biker pode ser entendido como um definidor de rumos ou o evento é apenas um ponto fora da curva no turismo local? Existe espaço para outros tipos de competições esportivas, com capacidade de atrair turistas, na cidade?

São estas e outras dúvidas que tentaremos responder aqui no post. Vem com a gente!

Iron Biker e o turismo esportivo no Brasil

Com um roteiro que abraçava as cidades de Ouro Preto, Itabirito e Belo Horizonte,a primeira edição do Iron Biker foi realizada em 1993ainda sob o nome de “O Desafio das Montanhas“.

De 1993 até 2003se passaram dez edições para que o Iron Biker finalmente chegasse à Marianae mais um ano para que o evento começasse pela cidade, fazendo com que o tema “turismo esportivo” fosse bastante comentado no município. Comentado até mais do que no restante do país.

Como comentado em um artigo de 2019 da Folha de São Paulo,o “interesse por competições esportivas faz mais brasileiros viajarem para fora” do que para dentro do país. Além disso, faltam números consolidados sobre o nicho (ao contrário do que acontece em outros países, como os Estados Unidos, onde esse segmento de turismo é bastante robusto e reconhecido, em muito por causa dos jogos da NFL).

Isso não quer dizer que o Iron Biker não impacta na economia marianense. Pelo contrário.

Segundo os dados dos próprios organizadores, com uma média anual de 2 mil atletas inscritos e considerando 3,6 acompanhantes por atleta,o evento injeta aproximadamente R$ 8 milhões na economia local durante sua realização. Isso sem contar com o retorno midiático avaliado em mais de R$ 5 milhões por evento realizado.

Caso os números estejam corretos, podemos afirmar que o evento do Iron Biker consegue, sozinho, colocar mais dinheiro na economia de Mariana do que todo o setor de turismo local, que ao longo de todo o ano de 2019 colocou pouco mais de 2,7 milhões de reais na cidade.

O case da Fórmula 1

Tido como grande case de evento para o turismo esportivo no país, o Grande Prêmio da Fórmula 1 realizado no autódromo de Interlagos, em São Paulo, atrai cerca de150 mil turistas anualmente, sendo 16% deles estrangeiros.

O cenário do Voo Livre em Mariana

Criado oficialmente em 2019, oClube Marianense de Voo Livrerepresenta outro segmento esportivo que também impacta no turismo da cidade.

Ao longo de mais de 5 edições, o Clube realizou na cidade o Encontro de Voo Livre colocando dezenas de praticantes do Voo Livre nos céus de Mariana. Todos saindo de um cartão postal ainda pouco explorado da cidade, o Pico da Cartuxa.

Naprimeira edição do videocastdaADAPROconversamos comCley Everton, presidente do Clube, e também comLucas Fonda, um dos organizadores do Iron Biker.

Impulsionando o Turismo esportivo em Mariana

Com a criação daADAPRO — Agência de Desenvolvimento do Arranjo Produtivo deTurismo de Mariana, aprimeira agência brasileira de desenvolvimento deste setor, será possível impulsionar não apenas o turismo esportivo, mas vários outros tipos na cidade.

Para saber mais sobre a ADAPRO, siga a gente noInstagram,LinkedineFacebook, enãodeixe de assinar o nosso canal no Youtubepara não perder os nossos videocasts com entrevistas sobre o turismo em Mariana.


Luiz Loureiro

É jornalista graduado pela UFOP, fundador, sócio proprietário e editor chefe da Agência Primaz de Comunicação.