Cantoras portuguesas encantam Ouro Preto em Festival de Fado 

Festival gratuito reuniu grandes nomes da música, como as cantoras Carminho e Cuca Roseta, no Largo das Dores.

Atualizado em 02/06/2025 às 18:06, por Maria Eduarda Marques.

O evento recebeu apresentações inéditas de fadistas e artistas plurais brasileiros - Foto: William Santos

O Largo das Dores recebeu música, história, poesia e gastronomia com o evento multicultural gratuito “Fado em Cidades Históricas”, que aconteceu no último final de semana (31 de maio e 1º de junho) em Ouro Preto. A segunda edição contou com apresentações de grandes nomes nacionais e internacionais, que fortaleceram vínculos culturais e celebraram as influências portuguesas, africanas e dos povos originários. O fado é o expoente maior da cultura portuguesa, considerado pela UNESCO como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade.

Festival Fado em Cidades Históricas

Após o sucesso da primeira edição, em 2024, que reuniu mais de 20 mil pessoas, o Festival Fado em Cidades Históricas promoveu novas experiências com shows internacionais e uniu Brasil, Portugal e demais países de língua portuguesa em uma celebração da cultura lusófona em Ouro Preto.

/apidata/imgcache/2cb565cd5fc40fab2aa9f77bf1dcb137.webp?banner=postmiddle&when=1773411990&who=345

Esta segunda edição teve como objetivo o vínculo cultural, com valorização de raízes e memórias ao som de fados, batuques e lundus (termo que designa tanto uma dança de origem africana como uma vertente da música popular brasileira).

A fim de unir a tradição cultural portuguesa do fado com a contemporaneidade, o Festival contou com apresentações de nomes consagrados, como Maria Emília, Cuca Roseta e Carminho, considerada uma das mais talentosas artistas deste gênero musical.

Aliado às atrações das fadistas portuguesas, o público também prestigiou os shows de artistas brasileiros, como Natanael Carvalho, Dj MdM, Sérgio Pererê e Mariana Aydar.

Para além da musicalidade, outro destaque do Festival Fado foi o workshop gratuito de culinária com o renomado Chef António Oliveira, que veio diretamente de Lisboa. O Chef apresentou a tradicional e a nova gastronomia portuguesa.

/apidata/imgcache/1b6ca8f31b2386faa695068c84d8ff02.webp?banner=postmiddle&when=1773411990&who=345

Além dos shows e do workshop, o público também pôde participar de feiras, oficinas, palestras temáticas e contações de histórias.

O fado ecoou pelas ladeiras de Ouro Preto - Foto: William Santos

O Festival “Fado em Cidades Históricas“ é uma realização do Ministério da Cultura, Natasha Artes e Planeta Cultura e Sustentabilidade. Também conta com a parceria da Prefeitura de Petrópolis, Prefeitura de Ouro Preto e Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro.

A curadoria é da entusiasta da música e empreendedora cultural Connie Lopes, também idealizadora do Festival Back2Black.

Acompanhe nossa Agenda Culturalpara ficar por dentro de outros eventos da região.

Ver mais sobre cultura

O que é fado?

No final do século XIX, fora das portas de Lisboa, o fado era ouvido em tavernas simples e desprovidas de luxo, onde se misturavam a aristocracia decadente, os pobres, os menos favorecidos e os marginais.

Os cantores criavam novas melodias, que a princípio eram simples variações e inflexões vocais. As palavras podiam nascer da improvisação do cantador ou da inspiração de alguém no meio do público, que escrevia ali mesmo seus versos na mesma métrica das melodias.

Em resumo, o fado é tradicionalmente conhecido pela sua intensa expressão emocional, melodia melancólica e letras poéticas, que abordam temas como amor, saudade e destino.

Além disso, é caracterizado pela voz do cantor, conhecido como fadista, acompanhado por uma guitarra portuguesa e, geralmente, por uma guitarra clássica ou viola.

Assim, o fado se tornouexpoente maior da cultura portuguesa, considerado pela UNESCO como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade.

.ph-content .text-huge { font-size:24px; } .ph-content .image.image_resized{max-width:100%;display:block;box-sizing:border-box} .ph-content .image.image_resized img{width:100%} .ph-content .image.image_resized>figcaption{display:block} .ph-content .image-style-side{float:right;margin-left:12px;;max-width:50%} .ph-content .image-style-align-left{float:left;margin-right:12px} .ph-content .image-style-align-center{margin-left:auto;margin-right:auto} .ph-content{margin-left:auto;margin-right:auto} .ph-content .image-style-align-center-3col,.ph-content .image-style-align-center-4col{margin-left:auto;margin-right:auto} .ph-content .image-style-align-right{float:right;margin-left:var(--ph-image-style-spacing)} .ph-content .table{margin:1em auto;display:table} .ph-content .table table{border-collapse:collapse;border-spacing:0;width:100%;height:100%;border:1px double #b3b3b3} .ph-content .table table td,.ph-content .table table th{min-width:2em;padding:.4em;border:1px solid #bfbfbf} .ph-content .table table th{font-weight:700;background:hsla(0,0%,0%,5%)} .ph-content[dir=rtl] .table th{text-align:right} .ph-content[dir=ltr] .table th{text-align:left} .ph-content .iconv { display:table; margin-left:auto; margin-right:auto; } .ph-content .ytvideo { width:801px; height:460px; }

Maria Eduarda Marques

Natural de João Monlevade (MG), é graduanda do curso de Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, com interesse em pautas culturais e fotojornalismo. Atuou como estagiária da Agência Primaz entre março e agosto de 2025.