Cerveja Marianense brinda cinco anos com festa solidária

Aniversário da cervejaria terá música ao vivo, cerveja artesanal, gastronomia de qualidade e arrecadação solidária em Mariana

Atualizado em 12/03/2026 às 13:03, por Joyce Campolina.

A foto, tirada em um ângulo baixo (ao nível da grama), destaca uma garrafa de cerveja artesanal e uma taça cheia, com igrejas históricas ao fundo sob um céu azul ensolarado, as igrejas são a Igreja de São Francisco e a Igreja do carmo, localizadas na Praça Minas Gerais, em Mariana.


O Primeiro Plano
A Garrafa: À esquerda, um growler de plástico âmbar de 1,5 litro, suado com gotículas de condensação. O rótulo é amarelo e colorido, exibindo o nome

Com três estilos nas torneiras e um enlatado, a expectativa é agradar todos os paladares - Foto: Divulgação/Cerveja Marianense

Quem quiser celebrar os cinco anos da Cerveja Marianense já tem programa marcado: no dia 21 de março, a partir das 14h, o estacionamento lateral da Arena Mariana recebe uma festa aberta ao público que mistura música ao vivo, cerveja artesanal e solidariedade. A entrada é gratuita, mas a proposta é que o público leve produtos de higiene e limpeza, que serão doados ao Lar Comunitário Santa Maria e à Comunidade da Figueira.

A ideia, segundo o fundador da cerveja, Marcelo Rocha, é transformar a comemoração em um momento coletivo. “Eu sempre pensei assim: tem que ser bom pra mim, tem que ser bom pra você e tem que ser bom pra todo mundo. Então, se a gente vai fazer um aniversário, a gente tem que comemorar com todo mundo”, afirma.

 

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Uma festa que demorou a acontecer

Apesar de celebrar cinco anos de história, o evento é tratado pela equipe como o primeiro grande aniversário da marca. Marcelo explica que, nos primeiros anos, a cervejaria ainda estava se estruturando, o que tornava difícil realizar uma celebração maior.

Ele compara a trajetória a um pai que, nos primeiros aniversários do filho, consegue fazer apenas comemorações simples. “Imagina que você é um pai dedicado, mas as coisas estão apertadas. Nos primeiros anos, no máximo um bolinho. No quinto ano, quando as coisas começam a melhorar, você consegue fazer uma festa maior”, brinca.

Agora, com a marca mais consolidada e uma rede de parceiros e amigos construída ao longo do tempo, chegou a hora da comemoração.

 

Rock, praça de alimentação e cerveja artesanal

A programação da tarde reúne três bandas locais: Gave, Retrowave e Lutz Pop Rock, que prometem embalar o público com repertório de rock e pop rock.

O evento contará ainda com praça de alimentação, serviço gastronômico comandado pelos cozinheiros Jana e Alex, além da possibilidade de um espaço com brinquedos para crianças, criando um ambiente pensado para famílias e grupos de amigos.

Nas torneiras, o público poderá experimentar três rótulos da cervejaria:
 

American Blond Ale, uma cerveja leve e equilibrada;

American Pale Ale com Rapadura, que incorpora um ingrediente tradicional da cultura mineira;

Double IPA, uma cerveja mais amarga, mais alcoólica e intensa;
 

Além dos chopes, Marcelo Rocha promete levar algumas latas de uma cerveja colaborativa, a Colabore 2, uma Grisette, estilo belga, leve e refrescante produzida em colaboração com a cervejaria Nemesis, de Belo Horizonte.

A Grisette, inclusive, carrega uma história curiosa: tradicionalmente, era servida a mineradores de carvão na Bélgica e tem cerca de 4% de álcool.

 

Confirme já a sua presença

Embora o evento seja gratuito, a organização pede que o público faça um cadastro online pela plataforma Sympla para confirmar presença. O objetivo é ajudar a equipe a dimensionar a estrutura para melhor atender o público.

“Não é para obrigar ninguém a nada, mas confirmar presença ajuda a gente a saber quantas cadeiras, quantos copos e quanta estrutura precisamos preparar”, explica Marcelo.

 

Um sonho que começou na cozinha

Marcelo Rocha é o cervejeiro por trás do sucesso da Marianense - Foto: André Medeiros/Lamparina

A trajetória da Cerveja Marianense começou de forma bastante artesanal. Marcelo conta que começou a se interessar pela produção de cerveja por volta de 2013, quando descobriu que era possível fazer a bebida em casa. Entre experimentos na cozinha e muitas receitas testadas, nasceu a primeira cerveja caseira, chamada “Família Nerd”. 

“Então, a Família Nerd, minha cerveja de panela, foi o pontapé inicial para a gente poder estar hoje na empreitada com a Cerveja Marianense”. Marcelo relembra ainda, bem humorado, as boas novas e as nem tanto assim do início da carreira, quando errou suas duas primeiras receitas e depois do apoio de sua esposa Kátia, fez uma deliciosa terceira cerveja. “A Kátia é quem determina as coisas lá na cerveja”, brinca o apaixonado cervejeiro.

A partir daí vieram cursos, concursos e a participação na associação de cervejeiros caseiros de Minas Gerais. Hoje, a Marianense opera no modelo de “cervejaria cigana”, em que a produção acontece em fábricas parceiras, utilizando estruturas licenciadas e seguindo todos os processos sanitários.

 

Eu quero é ver o evento cheio

Para a festa, Marcelo decidiu apostar alto: mandou produzir 800 copos personalizados, que serão distribuídos aos primeiros participantes junto com um pequeno kit de boas-vindas.

Mas ele confessa que, no fundo, torce para que os copos não sejam suficientes. “Pode ser frustrante sobrar copo. Mas o meu sonho é que venham 1.200 pessoas e eu quebre a cara, com gente brava porque não tem copo pra todo mundo”, revela ansioso.

Mais do que público, no entanto, o que realmente preocupa o fundador é o impacto social da festa. 

 

De nada adianta ter show e pouca doação. O meu sonho é depois chegar lá com uma caminhonete cheia de doações para entregar

Marcelo Rocha

 

Um aniversário que pode virar tradição

Cerca de 45 pessoas estão envolvidas diretamente na realização do evento, entre músicos, produtores e trabalhadores da praça de alimentação. Para Marcelo, a força da iniciativa está justamente nisso: um evento feito em Mariana, por pessoas da cidade e para a comunidade.


É para você ir, ouvir música boa, tomar uma cerveja de qualidade, ajudar um pouquinho e voltar para casa pensando: ‘que dia legal

Marcelo Rocha


Se a experiência der certo, a ideia é que a comemoração se torne um evento anual, ampliando as doações e envolvendo ainda mais instituições da cidade.

E assim, entre brindes, música e solidariedade, a Cerveja Marianense espera celebrar não só cinco anos de história, mas também quem sabe, o começo de muitas outras festas e cerveja boa pela frente.


Joyce Campolina

É graduanda em Jornalismo pela UFOP, apaixonada por Jornalismo Cultural e Político, fotojornalismo, audiovisual e por contar histórias que precisam ser ouvidas