Mariana (MG), 18 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Durante a Tormenta: uma menos confusa questão sobre tempo e espaço

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Foto: Divulgação/Reprodução

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Leia o texto (ou ouça o áudio) da coluna de Kael Ladislau:

Filme de 2018 traz uma boa história sem grandes conceitos de viagem no tempo.
Mas o tema é bom, inegavelmente. E o filme espanhol “Durante a Tormenta” trata dele de uma maneira muito simples e que permite um entretenimento menos confuso para quem o assiste.

Vera, seu marido e sua filha se mudam para uma casa que, durante a mudança, descobrem algumas fitas de um menino, antigo morador do lugar. A região está prestes a ter uma tempestade de magnitudes só vista há 25 anos, exatamente na época que o garoto, Nicolas, viveu na casa.

Depois de assistir às fitas de vídeo, Vera e seu marido, David, descobrem que Nico morreu atropelado. A tempestade e uma série de coincidências permitem que Nico e Vera conversem, mesmo estando 25 anos distantes um do outro.

Percebendo isso, Vera pede para que o menino não saia de casa, impossibilitando que ele morra atropelado. Ela salva o garoto, mas toda a sua vida é alterada, agora sem seu marido e sua filha.

A premissa da história parece mais confusa que o filme em si. Sempre de maneira muito clara e sem aquelas idas e voltas que obras desse tipo costumam ter. A simplicidade de “Durante a Tormenta” é justificada também pela ausência de conceitos filosóficos e físicos que permeiam a narrativa quando se fala de “viagens no tempo”.

Aqui você não discutirá “buracos de minhoca” ou descobrirá o nome de um filósofo alemão impronunciável que explica a quântica física das linhas paralelas do tempo. Nada contra quando isso acontece. É interessante, até.

Mas o filme espanhol foca no desenrolar de uma história que por uma grande coincidência foi alterada em seu tempo e espaço. E as consequências disso. Vera, após conversar com o garoto Nico no longínquo ano de 1989, perdeu o marido e a filha. Agora ela precisa reverter isso, da mesma maneira que fizera antes.

A história ainda compreende um crime cometido em 1989 e sem solução até então, o que coloca uma pitada de filme policial, tornando todo o longa ainda mais atraente para quem assiste, fazendo com que a obra seja mais agradável de se assistir.

O elenco, alguns nomes interessantes, como no caso de Álvaro Morte, o “Professor” de “La Casa de Papel”. Destaque também para Chino Darín no papel do policial que ajuda Vera a desvendar os mistérios que o filme revela ao longo da trama. E filho do grande Ricardo Darín, talvez o maior ator Argentino da atualidade.

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Durante a tempestade é um interessante filme que lida com a questão de tempo e espaço sem ser confuso. Requer, claro, uma certa atenção do expectador, que vem naturalmente atraído por uma boa história, boas atuações e mistérios a serem solucionados. É daquelas boas fuçadas na Netflix que revelam boas pérolas.

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