Mariana (MG), 16 de maio de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Enola Holmes, a irmã caçula do famoso detetive é a mais nova queridinha da Netflix

A plataforma aposta, mais uma vez, em elenco que é querido na internet para emplacar um novo sucesso

Foto: Reprodução

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Leia o texto (ou ouça o áudio) da coluna de Kael Ladislau;

Desde o dia 23 de setembro no catálogo da Netflix, Enola Holmes conquistou fãs e a internet. O filme conta a história da irmã caçula de Sherlock Holmes, o famoso detetive inglês que há décadas é sucesso na literatura e no cinema.
Enola é criada pela mãe, enquanto seus irmãos mais velhos (além de Sherlock, o primogênito Mycroft) partem para Londres viverem suas vidas. A sua educação é feita pela a mãe que lhe ensina desde literatura clássica a técnicas de luta, o que faz Enola ser uma menina esperta, inteligente e fora dos padrões da época.

Além disso, as duas criam um vínculo muito forte, o que faz a jovem se desesperar com o misterioso sumiço da mãe, fazendo com que entre em contato com os irmãos para solucionar esse desaparecimento. Porém, o mais velho a quer colocar num internato para que ela se enquadre nos padrões da sociedade, enquanto Sherlock fica por conta de desvendar o desaparecimento e fica indiferente quanto ao futuro da irmã mais nova.

Enola, então, parte para descobrir, por conta própria o destino da mãe, deixando contrariado o irmão mais velho. É a partir desse mote que vemos a protagonista entrar em confusões que envolvem até a política do Reino Unido.

Se a história é interessante, o elenco não fica pra trás. Aliás é nele que a Netflix parece apostar mais suas fichas para o sucesso. A começar por Enola, vivida por Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things. Já bem crescida desde sua primeira aparição na série que tomou conta da internet há alguns anos, Millie consegue carregar a história de maneira bem tranquila, fazendo uma personagem astuta e supercarismática.

Na pele do famoso detetive, está o galã Henry Cavill, o último super-homem e adorado pela internet. Ele faz um novo tipo de Sherlock, bem mais discreto, mas tão atraente quanto o ator. A discrição, talvez, seja uma sacada do roteiro para deixar todo o protagonismo a Enola. E isso acaba, de fato, acontecendo, já que a personagem é tão sagaz quanto o irmão do meio.

A mãe é vivida por Helena Bonham Carter, icônica atriz dos filmes de Tim Burton, principalmente a da Rainha Vermelha em Alice no País das Maravilhas – e sem esquecer de Maria Singer, de Clube da Luta. Sua participação é em cenas bem pontuais, mas ainda assim marcantes.

Com todos esses ingredientes, que envolvem ainda um dos personagens mais famosos do mundo, Enola Holmes é um bom passatempo e que tem tudo para conquistar a internet. O que tem acontecido.

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As cenas de ação e de mistério prendem bem o espectador, até porque há muita quebra da quarta parede, que é quando os personagens falam direto para quem assiste. Um recurso que é interessante, ainda que, em alguns momentos, desnecessários. A forma como a personagem desvenda certos mistérios – de modo muito conveniente – também faz o roteiro ser um tanto quanto preguiçoso. Mas, como passatempo, até que não é de todo mal.

É bom ver também um filme levar o debate da independência da mulher e de sua participação na política em uma época que isso era muito difícil de acontecer. Dá pra trazer para o momento atual e fazer analogia com a capacidade feminina em se virar sozinha. No filme, Enola, de 16 anos, consegue fazer tudo o que o irmão famoso faz. E isso é um bom recado para os dias de hoje.

Enola Holmes é um filme legal, bem feito, com carisma de sobra, mas preguiçoso. Vale a pena conferir, até porque os pontos fortes são em maior número que os fracos.

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