
Como surge o Espaço Maker

O projeto é uma iniciativa do Clube Osquindô em parceria com o Conselho da Criança e do Adolescente (CMDCA), através do Observatório Jovem, que surge em 2012, e tem como principal objetivo fomentar espaços criativos de leitura, arte e cultura com ações baseadas nas competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Em 2022, o Observatório Jovem inicia a edição “Mão na Massa”, com apoio do Itaú Social, que traz a iniciativa de desenvolver, implementar e compartilhar tecnologias sociais para contribuir com a melhoria da educação pública brasileira.
O espaço Maker surge justamente da parceria entre o Observatório Jovem “Mão na Massa” e a empresa Little Maker, que tem atuações em diversas instituições no Brasil, trazendo um ambiente padronizado que busca transmitir mensagens de valorização da criatividade, trabalho em equipe, aprendizado, criação e compartilhamento, entre outros.

Funcionamento do Espaço Maker

O Espaço Maker é um ambiente que mistura tecnologia e ferramentas refinadas com materiais comuns do dia a dia, como produtos recicláveis, por exemplo. Em Mariana, no CRIA, o espaço se propõe a desenvolver o programa “Maker Inovador”, destinado a alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano). A partir do conceito de “micromundos”, baseados em assuntos relacionados à vivência prática e escolar, os alunos são incluídos na temática de forma gradual, através de discussões, reflexões e trabalho em equipe.

Ao final do processo, que tem duração média de 8 aulas, são desenvolvidos projetos que percorrem uma trajetória composta por pesquisa (imersão e estudo); problematização (estudo do ambiente e persona); planejamento (levantamento de ideias, plano de projeto, mapa de necessidades); aquisição (habilidade e conhecimento e reunião de equipe); adversidade (organização); prototipação (construção, reunião de equipe, compartilhamento); apresentação (mapa processual) e reflexão (conexões), sob supervisão e avaliação por monitores.
“Têm vários temas que a gente trabalha e, em cima desses temas, eles fazem as pesquisas, eles compartilham entre si o que acharam de curiosidade. Enfim, aí tem a problematização, a gente coloca um levantamento de ideias. Normalmente é um projeto para atender uma necessidade daquele ambiente que a gente ‘tá’ fazendo, aí eles têm que fazer a aquisição do material”, explica Euler Martins, monitor do CRIA.

Em Mariana, os alunos que participam do Maker Inovador são os que estão inseridos em programas do CRIA, com aulas duas vezes por semana, às terças e quintas. Entretanto, o monitor Euler Martins, explica que pode haver uma abertura para outros programas da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (SEDESC e até mesmo para a população geral no futuro:
“A sala foi inaugurada agora, então a gente está num processo de organização ainda das ideias, mas é isso: a gente pretende atender todos os usuários”, esclareceu Euler. Além do espaço Maker, também foi inaugurada, no CRIA, a Laboroteca, enquanto no Clube Osquindô, em Passagem de Mariana, foi implantada uma extensão da Little Maker, com o trabalho “Maker Criativo”, destinado a alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 4º ano)
“Eu acho que a questão socioambiental, que é a questão do material reciclável com o uso de tecnologia, pode agregar bastante o conhecimento e as novas formas de lidar com o mundo, né? Eu acredito que é interessante para quem está descobrindo agora”, afirma o monitor, ressaltando que o espaço Maker tem grande importância não só para os alunos, mas também para o município de Mariana. “Por exemplo, existem profissionais que estão trabalhando agora com impressoras 3D, então aqui também é uma oportunidade até de adquirir um conhecimento que eles vão usar futuramente. Reforçar a importância da sala aqui não só para CRIA, mas para a Mariana inteira”, finaliza Euler.


