Mariana (MG), 13 de agosto de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Mariana descobre novos sabores com a Cerveja Marianense

Oficina da Cerveja Marianense na Feira Marte trouxe harmonizações, boas histórias e a prova de que cerveja artesanal combina muito bem com a cozinha mineira

pessoas rindo em conjunto em uma oficina da cervejaria marianense

Cerveja boa, comida melhor ainda, uma aula de aplaudir de pé e um brinde para guardar no coração ao lado dos melhores em uma oficina inesquecível - Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz

O sábado (18) amanheceu daqueles que fazem qualquer mineiro pensar em comida boa. Sol no céu, frio na medida e, na Feira Marte, um aroma capaz de fazer até quem já tinha almoçado olhar para a mesa de novo. Entre biscoito de queijo, torresmo, doce de leite e quatro estilos de cerveja artesanal, a oficina de harmonização da Cerveja Marianense mostrou que, quando o assunto é combinação, o velho "tira-gosto" já pode começar a pedir aposentadoria ou se reinventar.

Idealizada pelo cervejeiro Marcelo Rocha ao lado de sua parceira e rainha da cozinha, Kátia Valadares, a experiência misturou aula, degustação e boas risadas. Enquanto aprendiam como a cerveja é produzida e por que determinados sabores funcionam tão bem juntos, os participantes descobriam que harmonizar vai muito além de abrir um litrão e escolher qualquer petisco da geladeira.
 

Boca cheia

A harmonia é a última que morre - Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz
Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz

O cardápio foi digno de respeito. A Blonde Ale encontrou seu par em um biscoito de queijo recheado com queijo minas frescal, muçarela de búfala, tomate e manjericão. Depois veio o torresmo acompanhado de geleia de pimenta com abacaxi, casado com uma Pale Ale de médio amargor. A Double IPA entrou em cena com a barriga de porco e, para fechar com chave de ouro, uma sobremesa que quem nunca experimentou jamais imaginaria que daria tão certo, uma Oatmeal Stout para tomar juntinha com um doce de leite e um chocolate meio amargo.

"O cheiro disso aqui está fora do comum. Tem cheiro de café com chocolate mesmo", comentou um participante antes mesmo do primeiro gole da última harmonização. No menu, os pratos se juntaram. Marcelo Rocha sugeriu uma combinação diferenciada: pegar um torresminho, passar no doce de leite e beber a cerveja…A ideia chocou, mas o resultado emocionou ainda mais. “Nu, isso aqui tá bom demais, nunca imaginei não”, exclamavam todos os presentes praticamente em coro.

Cafezinho? Não, oatmeal stout - Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz

 

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Na cozinha, Kátia Valadares comandou as combinações e explicou que a intenção sempre foi mostrar que não é preciso um banquete de restaurante para criar boas experiências. "A gente já está no sexto grupo de degustação e harmonização. A proposta é mostrar combinações simples, com ingredientes que as pessoas têm em casa. Dá para fazer uma harmonização muito boa sem complicação."

Entre os alunos havia estreantes, curiosos e até veteranos. Roberto de Almeida voltou para repetir a dose…de conhecimento. "Eu sou repetente. Já vim na primeira oficina, mas senti que precisava aprender mais”, brincou Roberto. “Beber eu sei, mas a gente quer harmonizar também”. 

Chocolate meio amargo sendo entregues ao repetente que promete repetir muitas vezes ainda - Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz

Teve também quem saiu convencido de que alguns preconceitos gastronômicos mereciam ser aposentados. O profissional de cibersegurança Pedro Henrique Costa Gomes contou que nunca imaginou gostar de mistura agridoce.
 


 

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Eu tinha alguns preconceitos sobre o sabor agridoce e aqui eu me surpreendi com misturas sensacionais que me fizeram mudar de ideia em relação a harmonização, a cerveja que eu não pensaria outrora de fazer dentro de casa. Agora é produzir a próxima cerveja e harmonizar bem igual o Marcelão ensinou pra gente aqui

Pedro Henrique Costa Gomes

 

Para Marcelo Rocha, a oficina nasceu para harmonizar não apenas cervejas e comidas, mas também o trabalho dos produtores locais. "Como a Feira Marte reúne tantos artesãos, pensei em trazer uma oficina que também fosse artesanal, feita com carinho. A cerveja artesanal sempre me fez muito bem e gosto de compartilhar isso. A gente acaba bebendo menos e bebendo muito melhor."

Tarde abençoada de muito artesanato, risadas e aprendizados. - Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz

Coordenadora da Feira Marte, Maria Zélia Santos acredita que experiências como essa ajudam a aproximar o público do espaço e dos artesãos. "A maioria dos nossos associados são mulheres. Além das oficinas de artesanato, trazer atividades como essa faz as pessoas conhecerem a feira e valorizarem o trabalho feito à mão."

Enfim formados!! - Foto: Joyce Campolina/Agência Primaz

No fim da oficina, os participantes saíram sabendo que Blonde Ale combina com queijo, Pale Ale faz amizade com torresmo e Stout gosta mesmo é de um bom doce de leite. Mas a principal harmonização da tarde talvez tenha sido outra: boa comida, cerveja artesanal e uma boa roda de conversa, uma receita difícil de dar errado principalmente aqui em Minas Gerais.

 

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