Durante as férias escolares, o Museu Boulieu, em Ouro Preto, abre espaço para que crianças aprendam por meio da arte, da criatividade e do patrimônio histórico. Entre os dias 29 e 31 de julho, o Curta Boulieu realiza mais uma edição com uma programação gratuita voltada para crianças de 6 a 11 anos, com visitas mediadas ao acervo e oficinas que incentivam reflexões sobre identidade, memória, pertencimento e convivência. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas previamente.
Maleta Conviver
A edição de 2026 tem como inspiração a proposta pedagógica da Maleta Conviver, iniciativa do Canal Futura e da Fundação Roberto Marinho que reúne materiais educativos para estimular o diálogo, o respeito às diferenças e a construção de relações mais saudáveis em ambientes escolares e culturais. A proposta encontra no Museu Boulieu um espaço para ampliar essas discussões por meio do patrimônio histórico e artístico, uma junção do acervo riquíssimo do Boulieu e a troca de experiências na infância.
Segundo os organizadores, “cada imagem, escultura, pintura ou ornamento preserva vestígios do contato e disputas entre povos, culturas, técnicas, crenças e modos distintos de compreender o mundo” e a proposta é ascender os chamados do museu em cada criança presente nas oficinas.
Ao longo dos três dias, cada encontro abordará um conjunto de temas presentes no cotidiano das crianças. A proposta começa com atividades que provocam a imaginação, identidade, representatividade e ancestralidade. No segundo dia, a memória, o pertencimento com o território serão exploradas. E para fechar com chave de ouro, o encerramento propõe reflexões sobre transformação social, cuidado com espaços coletivos e convivência e segurança no espaço digital.

Ancestralidade e pertencimento
As oficinas foram organizadas de acordo com as faixas etárias. Para crianças de 6 a 8 anos, as atividades exploram a criação artística inspirada no acervo do museu, nas histórias da cidade e na produção coletiva de mensagens sobre o território. Já os participantes de 9 a 11 anos serão convidados a discutir ancestralidade, identidade, pertencimento e segurança digital, sempre por meio de dinâmicas que valorizam a expressão criativa e o diálogo.
Segundo os organizadores, a proposta é reforçar o papel do museu como um espaço vivo de educação, onde patrimônio, arte e história contribuem para despertar a curiosidade, estimular o pensamento crítico e fortalecer a convivência entre diferentes perspectivas.
Além das atividades voltadas ao público infantil, o material que fundamenta a programação destaca o potencial do cinema e das práticas culturais como ferramentas educativas, capazes de ampliar repertórios, estimular a reflexão crítica e aproximar crianças e jovens de temas históricos, sociais e culturais de maneira acessível.



