Mariana (MG), 15 de outubro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Residencial Dom Bosco segue sem resolução após 47 anos

Dia 17 de setembro (quinta-feira), às 18h, a Câmara Municipal de Ouro Preto realiza audiência pública para debater nova proposta de acordo sobre o loteamento do Residencial Dom Bosco

Uma imagem de satélite, tirada de um ângulo alto, mostra uma área rural e semiurbana. No topo esquerdo da imagem, há um aglomerado de construções pequenas e coloridas, possivelmente casas, formando uma área residencial. Várias estradas de terra se cruzam na imagem, formando um padrão quadriculado no centro, dividindo a área em lotes menores. Um grande corpo d'água verde-oliva, possivelmente um lago ou represa, está no centro da imagem. A área verde escura ao redor do lago e as estradas parecem ser uma floresta densa.

Com quase 50 anos de espera de regulamentação, um loteamento com alto potencial urbano mas travado pela falta de infraestrutura e abandono do poder público. - Foto: INPE

Convocação 

A partir do requerimento (nº 353/2026), proposto pelo vereador Kuruzu no plenário da Câmara Municipal de Ouro Preto, será realizada uma nova audiência pública sobre a situação do Residencial Dom Bosco. O encontro reunirá representantes da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, da Inspetoria São João Bosco (ISJB), uma das incorporadoras do loteamento, da Associação de Moradores do Bairro e do Ministério Público de Minas Gerais.

A audiência será realizada no dia 17 de setembro, quinta-feira, às 18h, na Alameda Dom Bosco, nº 746, no salão conhecido como “Lojas do Branco da Borracharia”, no Residencial Dom Bosco.

Conflitos fundiários 

Construído pela Congregação Salesiana em 1979, o residencial está localizado a cerca de 20 quilômetros da sede do município, no distrito de Cachoeira do Campo. A área possui mais de 800 lotes ainda sem construção, com aproximadamente 1.000m² cada.

Projeto de urbanização do Residencial Dom Bosco foi realizado em 2022
Projeto de urbanização do Residencial Dom Bosco foi realizado em 2022 - Foto: Ane Souz/Arquivo 

Com o loteamento dividido e vendido a diferentes proprietários, muitos terrenos permaneceram vazios ao longo dos anos. A situação acabou se tornando objeto de disputas judiciais e conflitos entre moradores que reivindicam o direito de propriedade sobre os lotes. Os casos envolvem denúncias de venda irregular de terrenos, invasões, estelionato, ameaças e até destruição de barracos sem ordem judicial.

Embora o bairro tenha grande potencial de expansão urbana e desenvolvimento imobiliário, enfrenta há décadas sérias falhas de infraestrutura e pendências fundiárias que impedem investimentos efetivos. A Associação Residencial Dom Bosco (ARDB) orienta seus associados a realizarem demarcações e a providenciarem escrituras definitivas dos terrenos, como forma de reduzir as disputas e contribuir para a regularização fundiária. Contudo, uma intervenção direta do poder público é considerada urgente diante do histórico de ocupação desordenada. 

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O Residencial Dom Bosco tem uma importância muito grande para Cachoeira do Campo e para Ouro Preto. É uma área que pode contribuir para enfrentarmos o déficit habitacional e planejarmos o crescimento do município, mas, para isso, precisamos enfrentar os problemas de infraestrutura e as questões jurídicas que existem há décadas. A audiência é uma oportunidade para dar transparência às negociações, ouvir os moradores e buscar caminhos para que esse acordo possa avançar e trazer melhorias concretas para o Residencial

Kuruzu, vereador


Impacto na vida dos moradores

Apesar de sua importância, de seu potencial para expansão urbana no município, o residencial enfrenta, há quase 50 anos, problemas relacionados à infraestrutura do loteamento e às questões fundiárias, que dificultam a realização de investimentos e melhorias no local.

Nos últimos anos, algumas intervenções foram realizadas no bairro, entre elas a aplicação de bica corrida em trechos do residencial, com recursos de uma emenda parlamentar no valor de aproximadamente R$400 mil, destinada pelo deputado federal Miguel Ângelo.

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A audiência pública será, portanto, uma oportunidade para dar transparência às negociações, ouvir os moradores e discutir soluções para os conflitos fundiários e os problemas de infraestrutura, buscando caminhos para a regularização e a melhoria das condições do Residencial Dom Bosco.

 

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