Mariana (MG), 8 de setembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Segundo dia do Encontro de Palhaços atrai grande público

Atrações circenses aconteceram na Feira Municipal e na Praça Gomes Freire (Jardim)

Evento ofereceu uma oficina de Malabares, no Jardim, na manhã desse sábado (27) – Foto: Marina Ferreira/Agência Primaz

O segundo dia de programação do 13º Circovolante – Encontro Internacional de Palhaços – preencheu a manhã desse sábado (27), em Mariana (MG). Uma das primeiras atrações foi o Mágico Evan com Quarteto Volante e Viralata, que atraiu bom público durante a Feira Municipal, no estacionamento do Centro de Convenções. No Cine Teatro Municipal, o Assessor Técnico da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, conduziu uma roda de conversa sobre a Política Nacional das Artes e os desafios da classe artística circense, cabendo às oficinas de Malabares e de Bolha de Sabão finalizaram a manhã de sábado na Praça Gomes Freire (Jardim), junto com a atividade “Pinte o Palhaço”.

Encontro de Palhaços na Feira Municipal

Na Feira Municipal, o Mágico Evan foi a atração principal para as crianças e adultos que passavam pelo local. Marcos Evan é ilusionista e mágico clássico há mais de nove anos, formado pelo Centro Cultural da Arte Mágica (Cecam) e consagrado vice-campeão pelo torneio Talentos da Mágica Nacional. Seus truques de mágica envolvendo cartas e outros acessórios captaram a atenção do público.

Política Nacional das Artes (PNA) pautada no Encontro de Palhaços

A roda de conversa com Marcos Teixeira, no Cine Teatro, marcou a programação ao proporcionar espaço para discutir as complexidades e necessidades do circo no Brasil. Marcos faz parte da Funarte há 40 anos, entre idas e vindas, acompanha de perto as inúmeras realidades dos artistas circenses ao redor do país, e confirmou o preconceito com o circo que paira sobre a população. Ele afirmou que, por volta de 2006, ao perceber que diversas regiões enfrentavam problemas parecidos, como com questões de recursos e organização, uma política pública voltada para o circo se fez necessária e começou a ser organizada.

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A partir dessa organização, oficinas itinerantes de iluminação, direção, figurino e sobre direitos e deveres dos circenses passaram a ser ofertadas em várias regiões do Brasil. Ele frisou a importância de levar informação às localidades periféricas e que a intenção não é retirar o circo das periferias, mas incentivar uma das únicas referências que as pessoas dessas localidades possuem de manifestação de arte ao vivo.

Xisto Siman (à esquerda) e Marcos Teixeira, na abertura da roda de conversa que debateu a Política Nacional das Artes, durante o Encontro de Palhaços - Foto: Marina Ferreira/Agência Primaz

A construção da Política Nacional das Artes, portanto, não foi fácil, segundo Marcos. Ele afirmou que colegiados foram criados e, a partir deles, planos setoriais foram desenvolvidos e os circenses passaram a se reunir. A PNA surgiu em 2015 e mobilizou gestores públicos, consultores contratados, colegiados setoriais, artistas, técnicos e produtores da sociedade civil. O Assessor Técnico da Funarte reforçou que a PNA não é um plano, uma política sobre especificidades das linguagens artísticas ou um edital. O objetivo é, na verdade, orientar instrumentos de planejamento e avaliação e se efetivar por meio de ações do Programa Brasil das Artes.

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Oficinas no Jardim

Simultâneas aos truques do Mágico Evan e da roda de conversa de Marcos Teixeira, as oficinas de Bolha de Sabão, com Tiago Carva, e de Malabares, com as Irmãs Cola, além da atividade “Pinte o Palhaço”, aconteceram na Praça Gomes Freire (Jardim) na manhã do sábado (27). As atrações atraíram públicos de diversas idades, em sua maioria crianças, e proporcionaram uma atmosfera circense na praça.

As oficinas na Praça Gomes Freire atraíram grande público de espectadores e participantes - Fotos: Marina Ferreira/Agência Primaz
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