Também foram votados três requerimentos. O primeiro, convocando os representantes legais da Agência Peixe Vivo para prestar esclarecimentos à CPI como testemunhas, ainda sem data definida. A empresa foi criada em 2006 para exercer apoio técnico-operativo à gestão dos recursos hídricos das bacias hidrográficas estaduais e federais. O segundo requerimento aprovado por unanimidade na Câmara refere-se a convocação, para quinta-feira (04), às 14h30, dos representantes legais da ARISBI-MG, Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais, também a fim de prestar esclarecimentos perante a CPI. A ARISBI foi uma das Agências citadas por Cleber Salvi, depoente da 6ª reunião da Comissão, no dia 14 de julho, quando indagado sobre modificações na estrutura tarifária e no modo de aplicação da tarifa social, já existentes na cidade antes da vinda da Saneouro.
O terceiro requerimento colocado em discussão foi o agendamento de reuniões com as empresas que aderiram ao Chamamento Público de Assessoria Técnica na CPI, aberto em 12 de julho e prorrogado até 28 de julho, para esclarecer eventuais dúvidas dos vereadores sobre questões técnicas do processo licitatório e dos serviços de abastecimento na cidade. Após discussões, o requerimento foi suspenso por falta de consenso entre os vereadores em relação às futuras contratações das empresas que acataram ao chamamento.
De acordo com o vereador Júlio Gori (PSC), há suspeitas de que uma das empresas, o Instituto de Planejamento e Gestão das Cidades (IPGC), de Divinópolis, já tenha prestado serviços ao governo Júlio Pimenta (MDB), o que traria conflitos de interesses ao município neste momento. Outra empresa que aderiu ao chamamento foi a Agência Lassan Consultoria em Engenharia Ltda, de Belo Horizonte. Segundo o setor jurídico da Câmara, a documentação em relação à Assessoria Técnica Especializada já está em posse da Casa para averiguação da habilitação e proposta de adesão de chamamento público.

