
Museu da Música
A iniciativa, vem ao encontro das medidas adotadas desde 1962, quando criou o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, seguida, 10 anos depois, pela implantação do Museu da Música, primeiro do gênero no Brasil, que preserva mais de mil partituras manuscritas dos mais renomados compositores mineiros, desde a época colonial; um grande acervo de música sacra; obras autografadas pelo genial José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita; peças aclamadas de Padre João de Deus Castro Lobo e de Padre José Mauricio Nunes Garcia, que podem ser estudadas neste museu, que ainda detém inúmeras peças não religiosas e voltadas para bandas de música.
Algumas composições podem ser ouvidas por meio de QR codes, enquanto a visita é feita em todo o espaço, além de ser uma oportunidade de apreciar instrumentos antigos e raros.
O acervo do Museu da Música é reconhecido com o Diploma do Registro Regional para a América Latina e o Caribe, em razão da importância de seu acervo de manuscritos. Este título, concedido pelo Programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), é uma certificação internacional, conferindo ao acervo manuscrito a qualidade de “patrimônio da humanidade”.
Memorial dos Bispos e Museu do Mobiliário

Em fase final de organização, o Memorial dos Bispos conta com um acervo que relembra a história dos Bispos de Mariana, desde a chegada do primeiro, o português Dom Frei Manoel da Cruz, em 1748. Cruzes Peitorais, báculos, mitras, anéis, medalhas comemorativas, objetos pessoais, comendas, quadros e pinturas, revelam um pouco dos costumes e do modo de viver dos Bispos de Mariana, até os dias atuais.
Compondo o acervo do novo museu, o mobiliário expõe móveis e objetos que faziam parte das residências episcopais dos Bispos Marianenses. São mesas, cadeiras, canapés, cômodas, objetos de decoração em prata e porcelana, castiçais, peças entalhadas e madeiras incrustadas, agora mostrados a todos os que visitarem à casa, proporcionando uma experiência múltipla e integrada, em que a música comunica com o mobiliário, que dialoga com as obras e adornos e com os costumes dos Bispos Marianenses.
A edificação, por si só, constitui outro atrativo que aguça a curiosidade de muitos. Considerada um dos três principais exemplares da arquitetura pós-moderna no Brasil e um dos vinte mais expressivos no mundo, o local serviu como Palácio Arquiepiscopal (residência) entre os anos de 1987 e 2023. Nela residiram Dom Oscar de Oliveira, Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, Dom Geraldo Lyrio Rocha e o atual Arcebispo, Dom Airton José dos Santos. O ex-Palácio Arquiepiscopal valoriza todo o acervo nela preservado e exposto, sendo também objeto de visitação dentro de todo o contexto do conjunto histórico.
No evento de abertura do novo espaço, vai ainda acontecer uma homenagem à memória de Dom Geraldo Lyrio Rocha, 5° Arcebispo de Mariana. A data para a inauguração do museu está marcada para o exato dia do primeiro ano de falecimento do eclesiástico. Na oportunidade será lançado o livro “A Vida se faz história – Dom Geraldo Lyrio Rocha: memória e testemunho”.
Com este novo espaço cultural, a cidade de Mariana, no mês em que completa 328 anos, pode comemorar mais um atrativo de qualidade e expressiva importância histórica, que comunga arte e fé e demonstra especial cuidado com a preservação do patrimônio da Arquidiocese que tem sua sede primacial nesta Cidade.


