
Pelo decreto publicado no Diário Oficial de Minas Gerais, o governo do estado está autorizado a adotar medidas administrativas para conter os casos de arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti – sobretudo dengue e chikungunya. Essa determinação possibilita que o Poder Executivo acelere os trâmites para a aquisição de insumos e outros materiais, além de agilizar a contratação de serviços necessários ao atendimento da situação emergencial, com a possibilidade de dispensa de licitação.
Ainda de acordo com o decreto de Zema, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vai instituir o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE Minas Arboviroses). O comitê será responsável por monitorar o avanço da dengue e da chikungunya nas cidades do estado.
Vacinação contra a dengue
O Ministério da Saúde informou que 521 municípios de 16 estados brasileiros, além do Distrito Federal, foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue através do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do próximo mês. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A vacina Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec). O esquema de imunização será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
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Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, compõem o público-alvo da vacinação. Segundo dados apurados pela Agência Brasil, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.
A definição de um público-alvo e de regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. Em Minas Gerais, 22 municípios foram selecionados, incluindo Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará, Caeté e Santa Luzia. A primeira remessa, com cerca de 757 mil doses, chegou ao Brasil no último dia 20. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica.
Situação em Mariana
Em comparação com outras cidades mineiras, os casos de dengue em Mariana estão dentro dos parâmetros de controle do Ministério da Saúde. De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura Municipal, no dia 25/01, o município apresentava 237 casos de dengue. Até o dia 29, conforme divulgado pela SES-MG, havia três prováveis casos de chikungunya na Primaz de Minas.


