Mariana (MG), 30 de abril de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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É CAMPEÃO!

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Jogadores do Olimpic comemoram o título

Com 8 vitórias e 4 empates, o Olimpic conquistou o título do campeonato da 1ª Divisão de 2019 - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Com novo empate (2 x 2) contra o São Caetanense, o invicto Olimpic Esporte Clube conquistou o título do Campeonato da 1ª Divisão de Mariana, nesta sexta-feira (15).

Choveu durante toda a madrugada e o feriado de 15 de novembro amanheceu com tempo nublado e temperatura em torno dos 21ºC. Alguns minutos antes do início da partida de volta da final do Campeonato da 1ª Divisão de Mariana, uma chuva forte castigou o gramado e o bom público presente no Estádio Nicanor Mota, obrigando a torcida e as barulhentas charangas do Olimpic e do São Caetanense a procurarem algum abrigo nas acanhadas dependências cobertas. Mas houve quem desafiou o aguaceiro, na esperança de ver seu time conquistar o campeonato.

Mesmo sob chuva forte, as equipes e arbitragem posicionam-se para a execução do hino nacional, antes do início da partida - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Pré-jogo

A definição das escalações trouxe surpresas em relação à partida realizada no distrito de Monsenhor Horta, no sábado anterior (09). Curiosamente, ambas as equipes foram a campo com modificações no miolo de zaga e no meio de campo. Tanto Adílson de Paula quanto Joaquim Ricardo, técnicos do São Caetanense e Olimpic, escalaram os zagueiros titulares, que não puderam participar da primeira partida da final, por motivos variados, ou simplesmente por não poderem comparecer, o que é bastante comum no futebol amador. O técnico do Olimpic, porém, surpreendeu por deixar o meio campista Vitinho, principal articulador das jogadas, e o artilheiro Zuzu no banco de reservas. “Isso é coisa minha, um esquema que quero tentar aí”, declarou o enigmático Joaquim à reportagem da Agência Primaz, minutos antes do início do jogo. Outra novidade foi a escalação de uma equipe de arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), com Gabriel Murta no apito, auxiliado por Marcyano da Silva e Fabiano de Jesus, os dois primeiros integrantes também do quadro de arbitragem da CBF e o último do quadro especial da FMF.

1º tempo

O gramado encharcado dificultou muito as jogadas no primeiro tempo do jogo - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Os jogadores começam o jogo bastante empenhados, apesar das condições precárias do campo e da chuva constante. Mas as jogadas são disputadas “na bola” (quando as poças de água não enganam os atletas) e a estratégia de um árbitro “de fora” surte resultado, impondo-se e evitando as constantes reclamações e discussões vistas nos outros jogos das fases de mata-mata do campeonato. As jogadas de ataque acontecem mais em função das falhas e dificuldades de tocar a bola, como aos 7′, quando a bola fica presa na água e o zagueiro Douglas (São Caetanense) é enganado. Fábio (Olimpic) consegue ficar com a bola, entra na área, mas é atrapalhado por uma outra poça e o goleiro Guerreiro consegue abafar a jogada. A resposta do São Caetanense acontece aos 10′. Kaíque pega a bola na direita e corta para o meio. Bate forte de esquerda, de fora da área. O goleiro do Olimpic defende, mas Dudu fica com a sobra, espera a aproximação de um companheiro e rola para Kaíque que bate novamente de pé esquerdo, mas a bola passa sobre o gol defendido por Elvis.

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Aos poucos o São Caetanense, precisando da vitória, começa a ameaçar mais, enquanto o Olimpic aposta nas jogadas aéreas, tentando colocar os atacantes Fábio e Iracles em condições de abrir o placar. Sem se importar com o clima tenso da partida, Gabriel Murta impõe sua autoridade e mostra cartão amarelo para o lateral Silas (Olimpic), depois de um carrinho em Thiago, já aos 13′ de jogo.

O árbitro Gabriel Murta consegue impor sua autoridade em campo, evitando as reclamações e discussões observadas nos jogos anteriores da fase de mata-mata do campeonato - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Aos 25′ Fábio antecipa-se à zaga e bate rasteiro. O chute sai fraco, bate no poste e pára no barro que havia se formado perto da linha de gol, permitindo a recuperação do goleiro Guerreiro. A resposta do São Caetanense é imediata. No minuto seguinte Nicolas toca para Kaíque e recebe na frente. Bate cruzado e a zaga corta. Os ogadores pedem pênalti, mas o árbitro manda a jogada seguir. E a primeira chance real de gol acontece aos 27′. Dudu bate forte e a bola explode no peito de Elvis, que depois divide com Thiago. A bola sobra para Dudu, na meia lua, mas o atacante é enganado pela água no gramado e erra o chute com o gol aberto. O São Caetanense aperta e tenta abrir o placar. Dudu perde nova chance aos 28′ e Magú tenta de fora da área, aos 33′, mas Locheider se joga na bola e afasta de cabeça.

O Olimpic continua apostando nas jogadas aéreas. Michael cruza da direita e encontra Fábio bem posicionado na área. O atacante cabeceia forte, para o chão e obriga Guerreiro a fazer uma difícil defesa. Aos 43′ Iracles sofre falta na esquerda do ataque do Olimpic e bola é lançada para a área. Fábio e o goleiro do São Caetanense disputam no alto, a bola encobre Guerreiro e entra no gol, mas o juiz anula a jogada, apontando falta do atacante.

Dudu comemora seu gol e dá esperança de título aos torcedores do São Caetanense
Dudu comemora seu gol e dá esperança de título aos torcedores do São Caetanense - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Kaíque faz boa jogada, entra na área e bate forte. Elvis faz excelente jogada e coloca a bola pela linha de fundo. Na insistência o São Caetanense consegue seu gol aos 45′. Dudu aproveita falha da zaga e bate forte. A bola toca no chão e engana o bom goleiro Elvis, entrando no canto esquerdo. São Caetanense abre o placar, justificando sua melhor condição no jogo. Como a chuva havia parado poucos minutos antes, a charanga do time azul e branco se anima e os torcedores sonham com o título. Com dois minutos de acréscimo, Gustavo Murta indica o final da primeira etapa.

2º tempo

As equipes voltam sem que os técnicos façam substituições. O Olimpic dá a saída para a etapa final e já se lança à frente, tentando o empate que já poderia ter acontecido no primeiro minuto. Fábio tenta de fora da área, a bola bate na zaga, Iracles pega a sobra e bate cruzado. Saulo completa, mas a bola vai para fora. O São Caetanense se encolhe, surpreendido pela reação do adversário que é favorecido pela melhora das condições do gramado, principalmente na parte de ataque do Olimpic.

A pressão alvirrubra dá resultado aos 7′. Alexsandro cobra falta da esquerda do ataque e Fábio, no segundo pau, ganha da zaga e toca de cabeça, empatando a partida. A virada acontece aos 11′. Nova falta, agora pela direita. De novo Alexsandro cobra alto, buscando o segundo pau. Iracles escora de cabeça e coloca o time da casa em vantagem. No banco de reservas uma cena chama a atenção. Zuzu, titular do ataque ao longo de todo o campeonato, abraça demoradamente o técnico Joaquim. Iracles é festejado por todos os reservas e agora é a vez da charanga do Olimpic aumentar o entusiasmo. Começam a aparecer os primeiros gritos de “É campeão!”

Atacante Iracles comemora muito o gol da virada do Olimpic - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Com 15′ Saulo (Olimpic) recebe cartão amarelo. Vencendo o jogo, os donos da casa continuam mais presentes no ataque e dominam as ações em campo. Precisando reverter a vantagem adversária, Adílson mexe no time do São Caetanense. Sai Wanderson, jogador de marcação, e entra Bebeto que se junta a Thiago e Dudu no ataque. Em sua primeira participação ele domina uma bola cruzada por Dudu e, dentro da área, chuta forte e rasteiro. Elvis faz uma defesa sensacional, esticando o braço direito e mandando a bola para escanteio. A modificação dá novo ânimo aos visitantes. Mas, embora o São Caetanense force mais o ataque, com Magú e Kaíque muito próximos do trio de atacantes, o Olimpic ainda leva perigo nos contra-ataques. Bola em profundidade para Fábio, aos 23′. Guerreiro sai do gol e divide com o atacante, a bola sobra para Saulo, mas ele escorrega e não consegue completar para o gol vazio.

Dudu tenta, quase sem ângulo. O goleiro Elvis fecha o ângulo e espalma para escanteio - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Na base da insistência o São Caetanense vai para o abafa. Dudu recebe na esquerda e toca para Thiago que ajeita de cabeça. Mesmo com pouco ângulo Dudu finaliza, mas Elvis fecha o ângulo e espalma para escanteio. A pressão do São Caetanense preocupa Joaquim e ele troca o cansado Saulo por Felipe, tentando aumentar a condição de contra-ataques. E também tira o lateral Silas, sobrecarregado com a dobradinha de Nicolas e Bebeto, colocando Pepeu fechar o lado esquerdo da defesa.

Aos 38′ o Olimpic ameaça. Alexsandro, responsável por todas as bolas paradas, acerta um forte chute e Guerreiro faz bela defesa. Mas dois minutos depois o São Caetanense chega ao empate. Thiago é derrubado na área e o árbitro, bem colocado, aponta a marca de pênalti. Kaíque bate com categoria e vence o goleiro Elvis.

O empate dá novo ânimo ao time visitante. Tentando chegar à vitória, Adílson tira Kaíque e Nicolas, colocando em campo Jean e Elves. No Olimpic Joaquim troca a dupla de ataque por Gustavo e Zuzu, recomendando que este último também auxilie na marcação. O árbitro indica que a partida terá seis minutos de acréscimo e, no desespero, o São Caetanense se lança todo ao ataque. Aos 50′ acontece um escanteio e Guerreiro vai para a área adversária. Ele até disputa a jogada no alto, mas a zaga corta. Zuzu domina a bola no meio de campo e tenta girar para tentar o gol que estava vazio, mas sofre falta. Logo depois o juiz encerra partida e é cumprimentado pelos jogadores por sua atuação. Jogadores e comissão técnica do Olimpic comemoram muito junto à charanga que entra em campo para animar a festa.

Fim de jogo e comemoração dos jogadores e comissão técnica do Olimpic - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz
A charanga do Olimpic entra em campo para comemorar o título - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Pós-jogo

O Vitinho é um jogador leve, de toque de bola. Com esse campo pesado eu precisava de alguém mais forte, com mais pegada no meio. E foi com duas batidas de falta do Alex que fizemos os gols

Joaquim Ricardo, técnico do Olimpic

Joaquim, técnico do Olimpic, foi jogado em uma poça dágua durante a comemoração do título - Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Feliz e com as roupas encharcadas e sujas, Joaquim Ricardo comemorou bastante o título e a campanha invicta de seus comandados. Em entrevista à Agência Primaz ele explicou o abraço demorado que recebeu do atleta Zuzu. “O Zuzu, eu não tenho nem palavras pra descrever. Ele ficou o tempo todo do lado de fora, na chuva, incentivando os colegas”, afirmou, explicando que precisava de jogadores de mais força física no ataque e decidiu deixar o artilheiro no banco. E ainda esclareceu a escalação de Alexsandro no lugar de Vitinho. “O Vitinho é um jogador leve, de toque de bola. Com esse campo pesado eu precisava de alguém mais forte, com mais pegada no meio. E foi com duas batidas de falta do Alex que fizemos os gols”, finalizou com orgulho.

Equipes

Olimpic: Elvis; Michael, Taynn, Lorcheider e Silas (Pepeu); Valtinho, Roger, Alexsandro e Saulo (Felipe); Iracles (Gustavo) e Fábio (Zuzu) – Técnico: Joaquim Ricardo

São Caetanense: Guerreiro; Nicolas (Elves), Douglas, Quinha e Edson; Matheus, Wanderson (Bebeto), Kaíque (Jean) e Magú; Thiago e Dudu – Técnico: Adílson de Paula

Campanhas

O São Caetanense foi o primeiro colocado do Grupo B, com cinco vitórias e derrota, ao perder para o Primeiro de Maio por 1 x 0, fora de casa, na terceira rodada da fase de classificação. Fez 14 gols e sua defesa foi vazada oito vezes. Nas quartas de final eliminou o Oito de Dezembro com duas vitórias (2 x 1 e 3 x 1), conhecendo sua segunda derrota na partida de ida das semifinais, sendo derrotado pelo Meninos da Vila por 2 x 1. Devolveu o placar na partida de volta da fase e, com dois empates (3 x 3 e 2 x 2), ficou com o vice-campeonato da 1ª divisão pelo segundo ano consecutivo.

Com um empate fora de casa (1 x 1) contra o Sete de Outubro, na quarta rodada, o Olimpic terminou a fase de classificação invicto e na liderança do Grupo A, com cinco vitórias, com 20 gols a favor e com sua defesa sendo vazada nove vezes. Nas quartas de final eliminou o Primeiro de Maio com duas vitórias (4×2 e 4×1) e também deixou para trás o Guarany, nas semifinais, empatando (2 x 2) a partida de ida e vencendo na volta por 1 x 0. Os dois empates contra o São Caetanense garantiram o título invicto, com o melhor ataque da competição, marcando 36 gols (média de três por partida).

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