A força do handebol marianense, as conquistas históricas dentro de casa e o esporte como ferramenta de transformação social foi o que comandou a Entrevista Primaz desta semana. Em um episódio especial, emocionante e para lá de diferente, o programa recebeu os atletas Ana Maria Souza e Isaac Lucas Vitor, juntamente ao presidente Pedro Lima e do vice-presidente Celso Peixoto, representantes da Associação Marianense de Handebol (AMH).
Diferente dos formatos tradicionais, a edição reuniu quatro convidados que vivem diariamente a construção do handebol em Mariana e celebram os resultados conquistados no último fim de semana durante o Zonal A do Campeonato Mineiro de Clubes Júnior de Handebol 2026, realizado entre os dias 15 e 17 de maio, em Mariana.

Sediando a competição em casa, a equipe feminina marianense brilhou e encerrou o torneio na liderança geral da chave, conquistando o 1º lugar do Zonal A com uma campanha invicta: três vitórias em três jogos, 82 gols marcados e saldo positivo de 32 gols. Na rodada final, as atletas venceram Santa Maria de Itabira por 28 a 11 diante da torcida local. Já no masculino, Mariana encerrou a competição na segunda colocação do Zonal A após vencer Santa Maria de Itabira por 28 a 18.
Durante a entrevista, os convidados compartilharam bastidores da competição, a emoção de jogar em casa e a preparação para as próximas fases do campeonato. Mas como nem tudo que acontece no esporte, começa na quadra, fomos além, desde o início, do primeiro contato com o handebol até hoje.
Em um dos momentos mais marcantes da conversa, Pedro Lima falou sobre o impacto do esporte na vida dos jovens e sobre o significado de atuar como treinador e gestor da associação.“O esporte transformou a minha vida e só de poder transformar a vida de outras pessoas, essa é a minha força motriz”, afirmou emocionado.
Ao lado de Celso Peixoto, o presidente também comentou os desafios enfrentados pelo handebol no Brasil, especialmente em relação à visibilidade e ao investimento na modalidade. Segundo eles, apesar de o handebol ser considerado o segundo esporte mais praticado nas escolas brasileiras, ainda não recebe o mesmo reconhecimento que outras modalidades.
Os atletas Ana Maria Souza e Isaac Vitor também emocionaram ao falar sobre a relação construída com o esporte desde a infância. Ambos com 17 anos, eles enxergam o handebol como um agente transformador em suas vidas.
Eu não imagino minha vida sem isso aqui não. Quando eu não jogo, me sinto pesada
Além dos relatos emocionantes, a entrevista também apresentou curiosidades sobre a dinâmica do handebol, explicou posições dentro da quadra, abordou preparação psicológica para as partidas e trouxe reflexões sobre disciplina, coletividade e formação cidadã através do esporte. Sim, está imperdível.

Apesar das vitórias em jogo, a Associação Marianense de Handebol quer e precisa de muito mais. O sonho hoje é se tornar autossustentável, ampliar a estrutura da equipe e contar futuramente com profissionais remunerados. Ainda assim, os representantes da AMH acreditam na força da base esportiva mineira e veem o crescimento da modalidade como apenas uma questão de tempo. “Tem mineiro nas maiores equipes aqui do Brasil”, contou Pedro.
A realização do Campeonato Mineiro em Mariana também reforçou a tradição esportiva do município e destacou a capacidade da cidade em sediar grandes competições estaduais, movimentando atletas, comissões técnicas e torcedores ao longo de todo o fim de semana.
Uma entrevista que reúne histórias de superação, paixão pelo esporte e a força de uma modalidade que segue transformando vidas na região dos Inconfidentes.
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