Mariana (MG), 20 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Festival de Inverno de Mariana

Neste ano, o festival adota um tema duplo: o centenário de Erna Antunes, artista plástica nascida na Macedônia do Norte e naturalizada brasileira, e os 330 anos de Mariana, cidade onde construiu sua carreira

Na noite da última terça-feira (07), a Prefeitura de Mariana, por meio da Secretaria de Patrimônio Cultural e Turismo, realizou o lançamento oficial do tema e conceito do Festival de Inverno de Mariana em 2026.

Neste ano, o festival adota um tema duplo: o centenário de Erna Antunes, artista plástica nascida na Macedônia do Norte e naturalizada brasileira, e os 330 anos de Mariana, cidade onde construiu sua carreira. 

Unindo essas duas efemérides, o Festival de Inverno propõe uma reflexão sobre a capacidade de renovação que marca a história da primeira cidade, primeira vila, primeira capital e primeira diocese de Minas Gerais.

A palavra primoridades deriva de primor, termo ligado à excelência, ao esmero, à beleza e àquilo que ocupa lugar de destaque. Sua origem remete ao latim primus, "primeiro", evocando a condição singular de Mariana na história de Minas Gerais. Ao mesmo tempo, o termo sugere pluralidade: múltiplas qualidades, múltiplas expressões artísticas e múltiplas formas de compreender a cultura.

A escolha do tema também homenageia Erna Antunes, artista fundamental para a história cultural da cidade e criadora do primeiro Festival de Inverno de Mariana e Ouro Preto. 

Em sua trajetória, Erna desenvolveu uma linguagem artística moderna sem romper com as referências barrocas que moldam a paisagem marianense. 

Essa relação entre o barroco e o moderno faz parte da própria história de Mariana. Em 1919, a cidade recebeu a visita de Mário de Andrade, que esteve com Alphonsus de Guimaraens. O encontro entre o jovem escritor, que se tornaria uma das principais lideranças do Modernismo brasileiro, e o poeta marianense simboliza um diálogo que marcaria todo o século XX: a descoberta das cidades históricas mineiras como fonte de inspiração para uma arte genuinamente brasileira. 

Poucos anos depois, os modernistas encontrariam no patrimônio colonial e barroco de Minas referências essenciais para a construção de novas linguagens artísticas e para a afirmação de uma identidade cultural nacional.

Mariana ocupa, portanto, um lugar singular nessa trajetória. Guardiã de um dos mais importantes conjuntos barrocos do Brasil, a cidade nunca se limitou à preservação do passado. 

A abertura da programação acontece na sexta-feira (10), às 21h, durante a Festa da Panela de Pedra, em Cachoeira do Brumado. No final de semana, o festival conta ainda com atrações esportivas, com  a Corrida da Cidade e o Bike Enduro.

Além disso, a partir do dia 15, a Casa de Cultura recebe a exposição “Erna: a mulher que ensinou Mariana a se ver como cidade da arte”, com obras da artista. A programação conta ainda com peças teatrais, cortejos artísticos, festival gastronômico e show da cantora Vanessa da Mata, no dia 18 de julho, celebrando os 330 anos de Mariana.

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Confira a programação completa no link

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