Mariana (MG), 30 de abril de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Governo quer fim da obrigatoriedade da autoescola para tirar CNH

Minuta em consulta pública prevê mudança ampla no processo de habilitação. Feneauto diz que mudança pode causar demissões

Mmão segurando uma CNH

As novas regras começam valendo para as categorias A (motos) e B (carros) - Foto: Eduarda Belchior/Agência Primaz

O governo federal colocou em consulta pública uma minuta de resolução que retira a obrigatoriedade de frequentar autoescola para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta, elaborada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), está disponível na plataformaParticipa + Brasile pode receber contribuições até o dia 2 de novembro de 2025.

A medida, que ainda precisa passar pela análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) antes de ser validada, busca tornar o processo de habilitação mais acessível e menos burocrático, especialmente para quem não tem condições financeiras para arcar com os custos de um Centro de Formação de Condutores (CFC).

O que muda?

Atualmente, é obrigatório frequentar aulas práticas e teóricas em uma autoescola credenciada. Em Mariana (MG), esse processo pode custar em média R$3.000, enquanto a renda mensal de um trabalhador formal da região gira em torno de R$200 a mais, ou seja, R$3,2 mil. Com as novas regras, o valor final pode cair em até 80%.

Com a nova proposta, o governo não elimina a exigência de exames teóricos e práticos, eliminando apenas a exigência de horas mínimas obrigatórias de 45 horas-aula teóricas e 20 horas-aulas práticas. Essas decisões mudam a forma como cada candidato opta por se preparar, podendo escolher estudar de forma independente, presencialmente, a distância (EAD) ou com instrutores credenciados pelos Detrans.

A abertura do processo de habilitação também poderá ser feita de forma totalmente digital, por meio do portal do Senatran ou do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). A minuta ainda prevê que as novas regras comecem valendo para as categorias A (motos) e B (carros), mas pode ser estendida futuramente a motoristas profissionais das categorias C, D e E.

Preocupações, críticas e a consulta pública

A iniciativa, no entanto, divide opiniões e levanta preocupações entre especialistas em segurança viária e representantes das autoescolas.

A Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto) calcula que a mudança pode causar até 300 mil demissões em todo o país. Há também o risco de queda na qualidade da formação dos novos condutores.

A minuta está disponível no site Participa + Brasil e permanecerá aberta até o dia 2 de novembro de 2025. Qualquer cidadão pode enviar sugestões, críticas ou contribuições. Depois do prazo as propostas serão analisadas pela Senatran antes de encaminhá-las ao Contran.

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