Mariana (MG), 30 de abril de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Jonas Bloch emociona Mariana com “Delírio” poético

Espetáculo inspirado em Manoel de Barros encanta o público no Cineteatro Mariana, unindo poesia, memória e natureza em monólogo.

Ator interpreta trechos da obra de Manoel de Barros em montagem que une teatro e poesia - Foto: Larissa Antunes/ Agência Primaz

O ator Jonas Bloch apresentou na última quarta-feira (30) o espetáculo “Delírio”, no Cineteatro Mariana. O monólogo, inspirado na obra do poeta Manoel de Barros, integrou a programação da 24ª edição do Festival Teatro em Movimento e teve entrada gratuita. A apresentação contou com apoio da Prefeitura de Mariana, dentro do Festival de Inverno da cidade.

Delírio, poesia e teatro

A montagem une trechos de poemas do autor mato-grossense em uma narrativa cênica que mistura memórias, paisagens do Pantanal, infância e a relação com a natureza. O espetáculo também incorpora elementos visuais desenvolvidos pelo próprio ator, que assina o cenário, composto por objetos, texturas e desenhos.

“Delírio” propõe uma experiência poética e teatral a partir do universo de Manoel de Barros. A estrutura do monólogo foi construída com base na seleção de textos feita por Jonas Bloch, que articulou o material em uma dramaturgia que dialoga com a linguagem sensível e reflexiva do autor.

Criação do cenário

Além da atuação, Jonas Bloch também participou da concepção visual do espetáculo. O cenário foi desenvolvido com inspiração na obra do artista Arthur Bispo do Rosário e busca criar um ambiente que traduza o universo imaginativo do poeta. Painéis com diferentes materiais e elementos visuais ajudam a compor a atmosfera sugerida pelos poemas.

Durante a apresentação, os textos de Manoel de Barros foram narrados com foco na oralidade e na expressão corporal. A proposta da montagem é aproximar o público da poética do autor e provocar reflexões sobre temas como tempo, existência, linguagem e cotidiano.

Cenário do espetáculo reúne objetos, desenhos e texturas feitos pelo próprio ator - Foto: Larissa Antunes/ Agência Primaz

Interação com o público

Após a apresentação, Jonas Bloch abriu espaço para um bate-papo com os espectadores. No encontro, o ator comentou sobre seu processo criativo e sobre a simplicidade e a proximidade entre as pessoas, que percebe nas cidades do interior, especialmente em Minas Gerais.

O ator também criticou a “síndrome de vira-lata” do brasileiro, “é hora de humanizar as pessoas e começar a ver fora do dinheiro dinheiro dinheiro, porque essas coisas vão nos matar”, aproveitando para criticar o descaso com o meio ambiente.

No diálogo com a plateia, uma espectadora comentou sobre o impacto da obra: “É como se fosse um abraço coletivo a linguagem que você traz, é um trabalho muito lindo”, afirmou emocionada.

“O verbo tem que delirar”, afirma Jonas - Foto: Larissa Antunes/ Agência Primaz

Trajetória e carreira de Jonas Bloch

Com mais de 60 anos de trajetória artística, Jonas Bloch construiu carreira no teatro, cinema e televisão, participando de produções que marcaram a dramaturgia brasileira. Formado em Desenho pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ator integrou diversas novelas e filmes, ao mesmo tempo em que manteve presença constante nos palcos, conciliando atuação com atividades de cenografia e criação artística.

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Atuou em montagens de autores clássicos e contemporâneos e participou de diversos projetos audiovisuais. Além da atuação, também se dedica às artes visuais, o que contribuiu para sua participação na criação do cenário de “Delírio”. O monólogo é uma das produções recentes de sua carreira, reunindo sua experiência cênica e seu interesse pela poesia.

A montagem, segundo o ator, é resultado do envolvimento pessoal com a obra de Manoel de Barros e da busca por novas formas de apresentar a poesia no palco.

Festival Teatro em Movimento

A apresentação em Mariana fez parte da programação do Festival Teatro em Movimento, que em 2025 completa 24 anos. O projeto é coordenado por Tatyana Rubim e tem como objetivo ampliar o acesso a produções teatrais fora dos grandes centros urbanos. Desde a criação, o festival contabiliza mais de 800 apresentações e mais de 400 mil espectadores em 15 cidades brasileiras.

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