Mariana (MG), 30 de abril de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Lendas do Rock abrilhantam encerramento do Dia de Minas

Apresentação da Orquestra Ouro Preto, no 329º aniversário de Mariana, contou com excelente público na Praça da Sé

Espetáculo “Lendas do Rock” foi a última atração das festividades do Dia de Minas – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

As comemorações oficiais do Dia de Minas, celebrado nessa quarta-feira (16), com a transferência simbólica da capital de Minas Gerais para Mariana, costumeiramente têm seu ponto alto na cerimônia de outorga da Medalha do Dia de Minas, este ano realizada na Praça Minas Gerais. Entretanto, as festividades de 2025, sem sombra de dúvida, vão ser lembradas pelo espetáculo “Lendas do Rock”, apresentado na noite de aniversário da Primaz de Minas, na Praça da Sé, com icônicas canções de Beatles, Bob Dylan, Deep Purple, Guns N' Roses, Led Zeppelin, Metallica, Pink Floyd, Queen e Rolling Stones.

Lendas do Rock: Mistura de dois tipos de clássicos

Rodrigo Toffolo é o maestro titular da Orquestra Ouro Preto desde 2007 – Foto: Rapha Garcia/Orquestra Ouro Preto

Ainda antes da apresentação do espetáculo “Lendas do Rock”, o maestro Rodrigo Toffolo conversou com a reportagem da Agência Primaz, relembrando o início da ligação da orquestra com a música considerada não clássica, ressaltando que a intenção deliberada era buscar à criação de seu próprio público, por meio de uma identidade específica.

Eu acho que a formação de público é muito importante para qualquer grupo, e a Orquestra Ouro Preto sempre teve como um dos pilares formar o nosso público. Que, depois de 25 anos de estrada, é um público muito significativo para uma orquestra. Então, desde o primeiro projeto, que foi o Beatles, era exatamente esse era o objetivo, né? Que as pessoas pudessem ver um concerto, talvez viessem querendo ouvir a música dos Beatles, mas saísse daqui com uma outra ideia de orquestra”, declarou o maestro.

De acordo com Toffolo, o rock é um gênero musical de grande importância, assim como uma sinfonia e uma ópera. “Quando alguém abrir um livro de música e falar da segunda metade do século XX, o rock vai estar lá. Assim como um oratório, uma sinfonia ou uma ópera sabe? Então, nada como a gente tocar e apresentar para o público, esses clássicos do rock, com toda a visão e a maneira da Orquestra do Preto de fazer [música]”.

Escolha do repertório do show “Lendas do rock”

Independentemente do gênero musical, o naipe de cordas é o coração da Orquestra Ouro Preto – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

Rodrigo Toffolo descreveu para a Agência Primaz a forma de trabalho e a metodologia de montagem de um espetáculo como o “Lendas do Rock”. De acordo com o maestro, iniciando pela seleção das músicas, buscando ser o mais plural possível. Mas, “sempre falta alguma coisa e é difícil agradar a todos”, ressalta Rodrigo, que assumiu a responsabilidade da escolha.

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Em seguida a lista é entregue a um ou mais arranjadores que conheçam a “maneira da Orquestra Ouro Preto fazer as coisas“, uma vez que ela tem uma “assinatura muito personalista nos arranjos e nos concertos que entrega”, destacou Toffolo.

No caso do espetáculo “Lendas do rock”, a inclusão de “November Rain”, por exemplo, deveu-se ao gosto pessoal do maestro, mas pensando também no jeito específico de tocar da Orquestra Ouro Preto e da eventual surpresa de inseri-la no repertório, junto com outra consideradas mais representativas do rock mais pesado, sendo uma música mais melodiosa.

Finalmente, em termos técnicos Rodrigo Toffolo detalhou as principais diferenças entre os shows recentes, em termos dos instrumentos e músicos envolvidos. “A composição [da orquestra] é variável para cada projeto. Para o rock, não há percussão nem sopros, diferentemente do projeto Carlinhos Brown. A base é baixo, guitarra, bateria e teclado, fundamental em algumas músicas como “November Rain” e “Bohemian Rhapsody“, mas sempre com um forte núcleo de cordas, com as cordas sempre presentes, como é uma marca registrada da Orquestra Ouro Preto na sua trajetória de 25 anos”, finalizou Rodrigo Toffolo.

Setlist de Lendas do Rock e praça lotada

Terceira idade e pessoas com deficiência puderam assistir ao “Lendas do Rock” em um espaço reservado e confortável – Foto: Luiz Loureiro/Agência Primaz

A Praça da Sé, no centro de Mariana, já estava completamente tomada pelo público, formado por diferentes faixas etárias, quando a Orquestra Ouro Preto iniciou o show “Lendas do Rock” com Bohemian Rhapsody, da banda britânica Queen. Em seguida, um frenesi na plateia acompanhou os primeiros acordes de Stairway to Heaven (Led Zeppelin), para, em seguida, vibrar com Satisfaction (Rolling Stones), Smoke on the water (Deep Purple) e Like a rolling stone (Bob Dylan), quando o maestro se dirigiu ao público e expressou a satisfação dele e de toda a orquestra em se apresentar em Mariana na data de comemoração dos 329 anos.

Na sequência, a Orquestra Ouro Preto apresentou, sempre de forma impecável, e com manifestações de aprovação e fortes aplausos já na introdução das músicas, apresentou Start me up (Rolling Stones), Enter sandman (Metallica), Wish you were here (Pink Floyd), Paint it black (Rolling Stones), Don’t let me down (Beatles), November rain (Guns N’ Roses), Love of my life e We will rock you (Queen), finalizando com a apoteótica Another brick in the wall (Pink Floyd) e Can’t buy me love (Beatles), esta última após os insistentes pedidos de bis. Entretanto, no setlist obtido previamente pela Agência Primaz, ainda constavam Knockin’ on heaven’s door (Bob Dylan) e While my guitar gently weeps (Beatles), que não foram executadas.

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