Mariana (MG), 20 de julho de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Mostra Cinema e Direitos Humanos debate a crise climática no Brasil

Evento gratuito promove reflexões sobre sustentabilidade e traz produções de povos tradicionais com sessões comentadas em Ouro Preto

Fotografia colorida em plano médio que captura uma manifestação cultural ou ritual de um povo indígena.


No centro, um grupo de homens forma uma roda compacta, de braços dados pelos ombros e de costas para o observador. Eles estão com os corpos cobertos por uma camada de cinzas ou argila branca. Alguns vestem pedaços de tecido amarrados na cintura (um deles com estampa de onça-pintada) e outros usam calções modernos. Suas cabeças estão envoltas em amarrações de tecido claro ou folhagens, e alguns parecem usar máscaras ou vendas improvisadas que cobrem o rosto.


À esquerda do círculo, várias mulheres indígenas tentam puxar ou interagir com o grupo de homens. Uma mulher com um vestido verde e listras amarelas segura firmemente os braços de um dos homens. Em primeiro plano, outra mulher de costas, usando uma jaqueta preta e saia azul com listras vermelhas, estende as mãos em direção à roda.


Ao fundo, à esquerda, um grupo de crianças e jovens observa a cena com sorrisos e expressões de curiosidade. O cenário é um ambiente aberto e de terra batida, com morros cobertos por vegetação rasteira e árvores ao fundo, sob um céu claro de fim de tarde. À direita, ao longe, há uma pequena estrutura com telhado branco e uma criança pequena observando de pé.

O filme Yög ãtak: Meu Pai, Kaiowá, dirigido pela cineasta indígena, Sueli Maxakali será o filme de estreia da mostra - Foto: Yög ãtak: Meu Pai, Kaiowá/Divulgação

Com o tema “Direitos Humanos e Emergência Climática – rumo a um futuro sustentável”, a 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos convida o público a refletir sobre os impactos socioambientais contemporâneos por meio da sétima arte. 

Realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e pelo Ministério da Cultura (MinC), a iniciativa utiliza o audiovisual como ferramenta de educação, sensibilização e mobilização social.

Cinema como resistência e formação

A mostra é dividida em sessões temáticas que abordam diferentes facetas da resistência e da preservação ambiental:

Abertura – Filme Yög ãtak: Meu Pai, Kaiowá (17/06): A exibição deste longa-metragem presta uma homenagem à cineasta indígena Sueli Maxakali. A obra propõe uma imersão sensível em temas como memória, ancestralidade e a resistência dos povos originários, sendo seguida por uma atividade de construção coletiva com o público.

Sessão Antônia Melo – Água (18/06): Esta sessão reúne uma seleção de curtas-metragens que exploram a relação vital entre as comunidades e os recursos hídricos, debatendo o direito à água e os desafios impostos pela crise climática.

Sessão Nego Bispo – Terra (20/06): Focada na luta por território, as obras apresentadas nesta sessão discutem a resistência de comunidades tradicionais frente às pressões externas e a importância da terra para a manutenção da cultura e dos direitos humanos.

Sessão Infantil (21/06): Dedicada às crianças e famílias, a programação traz produções voltadas ao público infantil que buscam sensibilizar as novas gerações para a sustentabilidade, contando com uma atividade educativa logo após a exibição. 

Sessão Raoni – Floresta (22/06): No encerramento da mostra, os filmes focam na devastação ambiental e nas estratégias de defesa das florestas, culminando em um debate final ampliado com lideranças e pesquisadores.

Contexto local e nacional

O evento em Ouro Preto faz parte de uma mobilização que bateu recordes em 2026, alcançando 1.150 pontos de exibição em mais de 660 municípios brasileiros. Essa ampla rede de difusão busca garantir que as discussões sobre direitos humanos e sustentabilidade cheguem aos públicos prioritários em todas as regiões do país.

Além das exibições, o público de Ouro Preto terá a oportunidade de participar de rodas de conversa com integrantes do Grupo Conterra/UFOP e lideranças de movimentos sociais de Ouro Preto e Mariana, conectando as narrativas dos filmes à realidade dos territórios atingidos na região.

Nacionalmente, a iniciativa é capitaneada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e pelo Ministério da Cultura (MinC), fortalecendo a democratização do acesso à cultura em todo o Brasil.

Serviço:

  • Local: Museu Casa dos Contos – Ouro Preto (MG).
  • Data: 17 a 22 de junho.
  • Horário: 19h (domingo às 16h).
  • Entrada: Gratuita.
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