Mariana (MG), 30 de abril de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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MPT convoca Audiência Pública para debater possível calote da Esquadra em trabalhadores

Presidente do SINTTRAV-MG afirma que empresa encerrou as atividades pouco depois de receber R$ 8 milhões em pagamentos

MPT convoca Audiência Pública para debater possível calote da Esquadra em trabalhadores

Ex-funcionários cobram Esquadra até no Instagram. Reprodução/Instagram.Esquadra

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Ex-funcionários da Esquadra afirmam que a empresa vem, desde o segundo semestre de 2020, realizando demissões e descumprindo acordos firmados nos atos de rescisão. Um deles, que terá sua identidade preservada, conta que era terceirizado da Fundação Renova e foi demitido pela Esquadra em maio de 2020, tendo assinado acordo que parcelava sua rescisão em 6 vezes. “Eles garantiram que pagariam e me falaram que, se eu não assinasse, iria para a Justiça e levaria de 2 a 5 anos para resolver, por causa da pandemia. Até a 3ª parcela, eles pagaram direitinho, na 4ª atrasaram 15 dias. Depois não pagaram mais. Ligamos várias vezes em novembro e dezembro e falaram que iam pagar e nada. Em janeiro, ligamos de novo e disseram que não tinham pagado porque tinham débitos para receber da Renova. Depois pararam de responder e, agora, nem o telefone funciona mais. Eu só quero o que é meu por direito. Nem mais, nem menos.”

O denunciante afirma que foram demitidas cerca de 70 pessoas que prestavam serviço para a Fundação Renova e “trabalhavam em Antigo Bento, Novo Bento, escritório de Mariana, até chegar em Candongas, perto de Rio Doce”. “Isso afetou a vida de muita gente. Eu tinha planos de ter as minhas coisas e esse é um dinheiro que iria ajudar muito na construção da minha casa. Infelizmente, eu tive que parar tudo. Graças a Deus eu continuei empregado depois, mas tem colegas meus que passaram o natal sem nenhum tostão no bolso. Pais de família que não fizeram a ceia de natal por falta de condições.”

O medo de ficar sem receber o restante do valor aumentou depois que o encerramento das atividades da Esquadra foi veiculado, inclusive nas redes sociais e canais de comunicação do SINTTRAV-MG. Em vídeo, o presidente Edilson Silva Pereira acusou a empresa de ter recebido “mais de R$ 8 milhões” em pagamentos por serviços prestados e desaparecido com o dinheiro. “Normalmente, o que acontece é o que aconteceu com a Esquadra. Dá uma certa hora da noite, o dono da empresa que tem a chave do cofre vai lá, limpa o cofre, rapa tudo o que tem em dinheiro, recebe o máximo que puder de fatura de alguns clientes e desaparece do mapa. Nós temos informações, e estamos correndo atrás de maiores detalhes disso, de que alguém na Esquadra recebeu mais de R$ 8 milhões na quinta-feira que antecedeu o fechamento da empresa, que ocorreu na segunda-feira (11/01/21). Estamos atrás porque esse dinheiro pertence aos trabalhadores”.

Até o fechamento desta reportagem, a Esquadra mantém ativos o site e um perfil no Instagram. Em dezembro de 2020, a empresa anunciou vagas de emprego para os quatro estados da região Sudeste. Além disso, a empresa divulgou uma nova identidade visual e manteve publicações justamente até o dia 11/01/21. O descumprimento dos acordos, no entanto, não foi esquecido por ex-funcionários, que cobraram os direitos trabalhistas em comentários às postagens da empresa na rede social.

Por e-mail, a Fundação Renova informou apenas que “está em contato com a empresa Esquadra para esclarecimento dos fatos”e que “trabalha para que a Esquadra garanta os direitos trabalhistas de seus colaboradores”. A redação da Agência Primaz tentou por três vezes e não conseguiu contato com representantes da Empresa Esquadra. No Espírito Santo, o Sindicato dos Empregados nas Empresas de Segurança e Vigilância em Geral da Grande Vitória (SINDSEG-GV/ES) diz ter conseguido na justiça o bloqueio de R$10 milhões de recursos da Esquadra, para pagamento de dívidas trabalhistas.

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