Mariana (MG), 15 de outubro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Projeto “Nyansapo - Arte e Ancestralidade” abre inscrições para curso gratuito

O projeto abrange um curso de tranças gratuito financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2026 e idealizado para abranger toda a comunidade.

O horário escolhido foi pensado para não atrapalhar o serviço ou a faculdade de pessoas que possam se interessar no projeto

O horário escolhido foi pensado para não atrapalhar o serviço ou a faculdade de pessoas que possam se interessar no projeto - Foto: Divulgação

Entre os dias 19 de outubro e 20 de novembro, Maria Clara Policarpo e Andressa Lina estreiam o curso que compõe o projeto “Nyansapo – Arte e Ancestralidade". O curso de tranças, modalidade Nagô, é gratuito mediante inscrições. 

As inscrições podem ser feitas por meio do formulário até o dia 14 de outubro e as aulas serão 2 vezes por semana às 19h no Casa de Cultura Negra de Ouro Preto.

O curso já era fornecido de forma paga, após o financiamento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) estadual de Minas Gerais 2026, foi possível fornecer a mesma qualidade de forma gratuita para as 20 vagas disponíveis.

Nyansapo

Os símbolos Adinkra são ideogramas visuais do povo originário Akan, vindo de Gana e da Costa do Marfim. Cada um dos símbolos traz consigo um lema de sabedoria, o Nyansapo carrega como significado o “Nyansapo wosane no badwenma” que significa “Um nó da sabedoria só é desatado pelos sábios”, de acordo com o site Adinkra Symbols & Meanings.

A escolha de compor o curso no projeto não foi em vão, com a gratuidade e a escolha de horários, mais pessoas poderão transformar as tranças em uma fonte de renda e de sabedoria. 

“A gente sempre teve vontade de fazer um projeto social voltado a isso. Teve bastante procura no curso pago, mas teve uma procura também dizendo que não era acessível para o público. Então a gente postou essa ideia no edital e passamos pela PNAB. Desde então a gente tá trazendo o curso gratuito com material incluso, com certificado, tentando fazer uma ambientação legal também. Esperamos atender o público da periferia Ouro Preto, pessoas de baixa renda, pessoas negras, pessoas LGBTs, sem restrição de gênero também, porque se uma pessoa do gênero masculino quiser aprender, tudo certo. Queremos fazer com que o curso seja uma fonte de renda extra para as pessoas ou talvez a fonte de renda principal, gerar identificação e identidade.'

Maria Clara Policarpo, trancista

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As trancistas fazem de seus trabalhos, arte, como é o caso de Andressa Lina, idealizadora do projeto que é Hairstylist e Produtora artística. Diversos trabalhos tiveram relevância pela monumentalidade de suas produções, como a nagô em zigue-zague abaixo.

https://www.instagram.com/p/CQwFEaJFGtc/?stkn=MW1hYmE1a2lqN3o5Yg%3D%3D 

Caso tenha interesse, não esqueça de se inscrever pelo link até o dia 14 de outubro!

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