
Falta de fiscalização e de cuidado com a vegetação do Jardim

Não é a primeira vez que uma árvore cai no local. Em 2021, a queda de um tronco de um Flamboyant reacendeu a discussão sobre a reforma do jardim e expôs contradições no processo de elaboração do projeto paisagístico implantado na Praça Gomes Freire. Na ocasião, um banco e um poste foram danificados pela queda.
A queda do tronco de Angico Branco da última semana retoma questões sobre cuidado e fiscalização da vegetação do jardim. Segundo a professora Karina Gomes Barbosa, um casal estava sentado em um banco próximo, no momento do ocorrido. O barulho e a poeira levantada chamaram a atenção de pessoas e de comerciantes, que ligaram para as autoridades. O casal que estava próximo ficou coberto de poeira e saiu rapidamente do local.
“Na hora a minha única reação foi assim: caramba, podia ter criança ali. Tanto é que nas fotos que eu faço, que foram feitas logo depois, já tem crianças brincando e crianças ali perto. Sempre que a gente passa tem menino brincando e eu não sei qual seria a velocidade de resposta de uma criança que estivesse sentada ali ou uma pessoa mais velha, que também é bastante comum, né?”, afirmou Karina.

Karina comentou que permaneceu no jardim durante vinte minutos após a queda do tronco e nenhum agente da administração pública tinha comparecido até então. De acordo com Felipe Patoilo, a equipe de poda que presta serviço à Secretaria de Meio Ambiente prontamente se deslocou até o local e, às 19h do mesmo dia, a praça já estava limpa e liberada.
O engenheiro florestal também afirmou que são realizadas vistorias periódicas para avaliação das condições das árvores e intervenções para mitigação de risco por parte da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, com apoio técnico da Secretaria de Meio Ambiente.
Entretanto, para a Karina é notável a falta de políticas que se atentem ao cuidado da vegetação da Praça. “A gente sente uma falta de cuidado, não só com as árvores, mas com o Jardim de modo geral, né? E eu imagino, se o Jardim, que é uma área nobre preservada, tombada, patrimoniada, ponto turístico, ‘tá’ assim, como não ‘tá’ o resto da cidade? E não tem jeito, com essas árvores que são históricas, que são antigas, é preciso ter uma política de cuidado rotineira”, finalizou a professora.


