Queda de árvore suscita discussão sobre cuidado com o Jardim

Apesar de nenhum dano material ou feridos, queda de tronco de Angico Branco, com aproximadamente 10 metros traz à tona discussões sobre fiscalização e políticas de conservação da vegetação da Praça Gomes Freire (Jardim)

Atualizado em 18/06/2024 às 16:06, por Amanda de Paula Almeida.

Queda de tronco da árvore nativa Angico Branco, com aproximadamente 10 metros de altura, ocorreu no Jardim, na tarde da última sexta-feira – Foto: Reprodução

Falta de fiscalização e de cuidado com a vegetação do Jardim

Danos causados no Jardim pela queda de um galho do flamboyant, em 2021 - Foto: Lui Pereira/Arquivo Agência Primaz

Não é a primeira vez que uma árvore cai no local. Em 2021, a queda de um tronco de um Flamboyant reacendeu a discussão sobre a reforma do jardim e expôs contradições no processo de elaboração do projeto paisagístico implantado na Praça Gomes Freire. Na ocasião, um banco e um poste foram danificados pela queda.

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A queda do tronco de Angico Branco da última semana retoma questões sobre cuidado e fiscalização da vegetação do jardim. Segundo a professora Karina Gomes Barbosa, um casal estava sentado em um banco próximo, no momento do ocorrido. O barulho e a poeira levantada chamaram a atenção de pessoas e de comerciantes, que ligaram para as autoridades. O casal que estava próximo ficou coberto de poeira e saiu rapidamente do local.

Na hora a minha única reação foi assim: caramba, podia ter criança ali. Tanto é que nas fotos que eu faço, que foram feitas logo depois, já tem crianças brincando e crianças ali perto. Sempre que a gente passa tem menino brincando e eu não sei qual seria a velocidade de resposta de uma criança que estivesse sentada ali ou uma pessoa mais velha, que também é bastante comum, né?”, afirmou Karina.

Criança observa o tronco caído no Jardim na última quinta-feira - Foto: Karina Gomes Barbosa

Karina comentou que permaneceu no jardim durante vinte minutos após a queda do tronco e nenhum agente da administração pública tinha comparecido até então. De acordo com Felipe Patoilo, a equipe de poda que presta serviço à Secretaria de Meio Ambiente prontamente se deslocou até o local e, às 19h do mesmo dia, a praça já estava limpa e liberada.

O engenheiro florestal também afirmou que são realizadas vistorias periódicas para avaliação das condições das árvores e intervenções para mitigação de risco por parte da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, com apoio técnico da Secretaria de Meio Ambiente.

Entretanto, para a Karina é notável a falta de políticas que se atentem ao cuidado da vegetação da Praça. “A gente sente uma falta de cuidado, não só com as árvores, mas com o Jardim de modo geral, né? E eu imagino, se o Jardim, que é uma área nobre preservada, tombada, patrimoniada, ponto turístico, ‘tá’ assim, como não ‘tá’ o resto da cidade? E não tem jeito, com essas árvores que são históricas, que são antigas, é preciso ter uma política de cuidado rotineira”, finalizou a professora.