Violência nos estádios

“A violência só derrotará a violência quando alguém me demonstrar que alguma escuridão possa ser iluminada por mais escuridão”. (Mahatma Gandhi)

Atualizado em 27/07/2022 às 12:07, por Júlio Vasconcelos.

Foto: Reprodução

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Diferentemente da maioria dos mineiros e porque não dos brasileiros, quando me perguntam qual o meu time do coração, respondo prontamente e de forma educada que não tenho! Não que eu não goste de futebol, mas o que tenho visto de corrupção, falta de ética, mercenarismo e, principalmente violência extremada envolvendo cartolas, jogadores e torcedores me afasta cada vez mais desse nefasto meio esportivo.

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Sou de uma época em que o futebol era uma fonte de disciplina e congraçamento entre os seus praticantes. A gente jogava pelada ou “ranca-unha” na rua descalça e, apesar de uma briguinha ou outra por causa de uma disputa mais acirrada pela bola, nos divertíamos bastante e formávamos um belo grupo de companheiros. Os nossos ídolos do futebol eram verdadeiros craques que vestiam a camisa por amor e serviram de exemplo para várias gerações, o que, infelizmente, não vemos nos dias de hoje. Saudades da década de 70 e dos tempos áureos das disputas de campeonatos de futebol em Mariana: Olimpic, Guarany, Marianense, Juma, Sindicato! Em contrapartida, o que temos de jogador de futebol dando mal exemplo por aí é de assustar. Recentemente, o jogador Robinho foi acusado e condenado por estupro pela justiça italiana. Ronaldinho Gaúcho foi preso no Paraguai, juntamente com seu irmão, por estarem usando passaportes falsos. Há cerca de 01 ano atrás, o outro Ronaldo, antigamente apelidado de “Fenômeno” (agora nem sei o que é mais!) foi acusado de se envolver em um encontro com um transexual e não pagar pelos “serviços” prestados. A desculpa, consumo excessivo de álcool! Em 2019, Neimar foi acusado de estupro por uma mulher que teve um encontro com ele em Paris, segundo o relato dela, ele estava embriagado! Em 2018, pelas terras norte americanas, o “mega star” Cristiano Ronaldo foi acusado de estupro por uma americana, em Las vegas. Uau! Acho bom pararmos por aqui!

Enquanto os torcedores violentos e fanáticos morrem trocando tiros e pauladas pelos estádios e pelos seus arredores, as torcidas organizadas se denominam com nomes que sugerem, reforçam e incitam a loucura e a violência. Os nomes delas por si só já dizem tudo! Entre elas, Galoucura e Máfia Azul são as mais famosas pelas terras mineiras. Quando os loucos e os mafiosos se encontram surge logo um pé de guerra e é bom sair de perto porque a tragédia está armada! É lógico que nesse meio existe muita gente boa, que quer se divertir vestindo a camisa do time e empunhando alegremente uma bandeira, mas acaba inocentemente se tornando vítima de alguma tragédia. Por que não quebrar todos os paradigmas e mudar os nomes das torcidas para algo tipo Galarmonia e Paixão Azul e se reunirem em um único movimento para desenvolver um trabalho voluntário e social que contribua para a diminuição da violência e o incentivo a uma convivência de paz e harmonia? Afinal, não somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai? Acima de tudo, seria muito bom que os grandes dirigentes de times se sensibilizassem com a questão e abraçassem essa causa.

Perdoem-me os caros leitores que são apaixonados pelo futebol e gostam de frequentar os estádios para se divertir, em uma alegria espontânea e harmoniosa. Absolutamente nada contra eles, muito pelo contrário, a favor. Meu grito é até para preservá-los, evitando que sejam vítimas de alguma tragédia envolvendo fanáticos em um momento que seria de pura descontração e lazer!

Quem tem ouvidos que ouça!

Cesarius Gestão de Pessoas, investimento permanente no desenvolvimento do ser humano!


Júlio Vasconcelos

Júlio César Vasconcelos, Mestre em Ciências da Educação, Professor Universitário, Coach, Escritor e Sócio-Proprietário da Cesarius Gestão de Pessoas