
Um museu de cidade
O Museu de Mariana é um museu dedicado à história da cidade, ou seja, tem o próprio município como tema central, e visa repensar e contar de forma imparcial o passado de Mariana, primeira vila, cidade e capital de Minas Gerais. Ao explorar o museu, os visitantes têm a oportunidade de acessar exposições que apresentam depoimentos de moradores locais, obras de arte e fotografias relacionadas à cultura de Mariana.
No momento, o museu está exibindo uma exposição do projeto artístico intitulado “Moradores – A Humanidade do Patrimônio”, idealizado pelo coletivo NITRO, que busca, por meio de histórias visuais, valorizar e reconhecer os moradores locais, enfatizando que eles são parte essencial do patrimônio de um território.

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Gratuidade para moradores de Mariana
O Museu está aberto de quinta a segunda-feira, das 10h às 18h, com horário estendido às terças, das 13h às 21h. Moradores de Mariana podem aproveitar a isenção de pagamento mediante a apresentação de comprovante de residência, mas a entrada gratuita também é permitida para alunos de escolas públicas, de qualquer município.
Quanto aos ingressos, o valor é de R$10 para inteira e R$5 para meia-entrada.
Nathalia Rezende, coordenadora do setor educativo, destacou que “o público que costuma visitar museus é predominantemente composto por pessoas de classe média alta“. Portanto, como forma de promover o acesso equitativo à cultura e evitar a exclusão da comunidade, os residentes de Mariana têm a oportunidade de visitar gratuitamente as exposições e demais atividades do museu.

História viva

Além da exposição “Moradores – A Humanidade do Patrimônio”, o Museu apresenta outras intervenções artísticas que desafiam a suposição de que um acervo de museu deve ser estático. Entre essas intervenções está a exposição dos Bonecos do Bloco do Zé Pereira, que ganha vida nas ruas durante o período do Carnaval, mas enquanto a folia não chega, ficam expostos no museu. Nathalia comenta: “Acervo de museu, normalmente, é aquele acervo que é trazido para contar de um passado derradeiro, um passado que não existe mais. E esse processo de cristalização da história não acontece aqui. A gente vê uma história viva, uma cidade rica em cultura e que ainda continua com essas manifestações”.

Programação Cultural do Museu de Mariana
Administrado pelo Instituto Aurum, o Museu de Mariana tem, entre suas atrações, uma programação cultural e a realização de oficinas. Na parte cultural, o projeto “Silabas e Sons”, tem curadoria de Júlio Mesquita, Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas da USP, que também faz a condução dos bate-papos musicais protagonizados pelos artistas convidados, e iniciou suas atividades na noite dessa terça-feira (10), com a participação da cantora e atriz Zezé Motta.

O projeto prevê atrações mensais, mas excepcionalmente, no primeiro mês de funcionamento do museu, estão programados dois encontros em outubro, sendo o segundo no dia 17, com a participação de Gregório Duvivier.
Os ingressos para as atrações culturais do Museu de Mariana são solidários, sendo trocados por 1kg de alimento não perecível, com arrecadação destinada a instituições sociais da cidade.
Durante a visita guiada oferecida à equipe da Agência Primaz, foram ressaltados dois pontos importantes, relacionados à intenção do museu de ser um equipamento cultural voltado para a comunidade marianense. Segundo Nathália Rezende, “na visita guiada, o museu se projeta menos como um museu, mas como um centro cultural A gente não deixa de ter a nossa função primária, que é ser museu, mas a gente abraça outras frentes também para dinamizar esse processo”.
Para Janice Miranda, também a programação cultural é voltada para este objetivo: “O fato dos eventos serem às terças-feiras aqui e à noite, é uma forma de trazer a comunidade [para o museu] também. Então, esses eventos principais, que são com artistas de renome nacional, acontecem as terças-feiras, ao invés de acontecer no final de semana, justamente para a comunidade entender que o evento, a priori, é para ela, a gente traz o turista, mas, a priori, o museu é para a comunidade, e os eventos são para a comunidade”, complementou a coordenadora técnica de comunicação.


